Marlon Gomes expressa nostalgia pelo Vasco: ‘Sinto muita saudade do grupo, do clube e da torcida’

Marlon Gomes compartilha sua saudade do Vasco, mencionando o grupo, o clube e a torcida em suas declarações.

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Formado nas categorias de base do Vasco, Marlon Gomes deixou o clube carioca há pouco mais de dois anos para atuar pelo Shakhtar Donetsk, da Ucrânia. Desde então, ele tem enfrentado um cenário inédito: a guerra.

Antes de decidir pela transferência para o futebol ucraniano, o meio-campista confessou que teve receios devido à situação no país. No entanto, sua perspectiva mudou após uma conversa com Alex Teixeira, um dos brasileiros mais emblemáticos da história do Shakhtar, com quem jogou no Vasco.

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Desde a invasão russa em 2022, a equipe de Donetsk foi forçada a deixar sua cidade natal, passando a realizar seus jogos em locais distantes, além de enfrentar uma rotina de constantes deslocamentos.

“Eu lembro que era Ano-Novo. Eu estava em Mangaratiba, no dia 31, e quem me liga é o Alex Teixeira, que jogou aqui e é um paizão para mim. Ele e o Nenê, quando eu e o Andrey (Santos) subimos para o profissional, nos acolheram muito. Temos uma amizade muito legal até hoje. O Alex me ligou e falou que um diretor do Shakhtar, amigo dele, havia procurado informações sobre mim, sobre quem era Marlon Gomes como atleta e como eu me comportava internamente no clube”, relatou em entrevista exclusiva à ESPN.

“De imediato, eu disse a ele, pela nossa intimidade: ‘Pô, Teixeirinha, lá está em guerra. Como é que eu vou me transferir para lá? Não sei nada de lá’. Ele me explicou como era a estrutura do clube, a situação atual, conversamos mais e pronto”, completou.

Mesmo à distância, Marlon Gomes afirma que continua acompanhando o Vasco e nutre o desejo de retornar a vestir a camisa que simbolizou o início de sua carreira.

“Sinto muita saudade. Saudade do dia a dia daquele grupo, do clube e da torcida. Sempre fui um torcedor dentro de campo. Existem vídeos meus em que, quando a bola parava, eu estava ali no meio do campo cantando junto com a torcida. Sinto muita falta disso. Sempre que estou no Rio, minha família, que é toda vascaína, e alguns tios perguntam sobre isso”, declarou.

“Eu sempre respondo a mesma coisa: ainda sou muito jovem, tenho uma carreira pela frente e o sonho de me consolidar aqui na Europa. Mas, claro, penso em voltar para casa daqui a alguns anos. Não sei quando, nem exatamente em que momento. Mas, quando eu voltar ao Brasil, se Deus quiser, minha prioridade será o Vasco, para que eu possa voltar para casa”, detalhou.

Negociado pelo clube carioca por R$ 64 milhões em janeiro de 2024, Marlon esteve próximo de trocar a Ucrânia pelo RB Leipzig em 2025. Contudo, a transferência não se concretizou, e o jogador permaneceu no futebol ucraniano.

O volante afirma que não se arrepende da decisão, mas reconhece que o contexto vivido no país influencia seus planos futuros.

“Depois que cheguei aqui, compreendi por que tantos brasileiros permaneceram tanto tempo no Shakhtar. O clube é muito acolhedor, te trata super bem e oferece toda a estrutura. Antes da guerra, era possível pensar em construir uma carreira longa aqui. Hoje, ainda é um clube excelente, mas a guerra torna tudo mais complicado. Vivemos viajando de ônibus, porque não há tráfego aéreo, e o clube precisou deixar Donetsk. A maior dificuldade não é o Shakhtar, é a guerra. Jogamos na Arena Lviv, que é um estádio muito bom, mas não é a nossa casa”, afirmou.

Atualmente, o elenco do Shakhtar conta com 13 brasileiros e recentemente atingiu a marca de 50 atletas do Brasil contratados ao longo de sua história. O primeiro foi Brandão em 2022, e o mais recente foi Bruninho, do Athletico-PR.

Fonte: ESPN


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