O presidente do Vasco, Pedrinho, voltou a criticar, nesta quarta-feira, as negativas de Flamengo e Fluminense para que sua equipe dispute no Maracanã a partida contra o Boca Juniors, pela semifinal da Sul-Americana. As declarações foram feitas após a vitória por 2 a 1 sobre o Botafogo, no estádio Nilton Santos.
Embora jogar em São Januário seja a prioridade, o Vasco enfrenta a regra que exige 30 mil lugares disponíveis, sendo 4 mil destinados à torcida do Boca. Enquanto busca negociar uma flexibilização com os argentinos e a Conmebol, Pedrinho defende a possibilidade de jogar no Maracanã, um caso que atualmente está tramitando na Justiça.
“Não acontecendo (a liberação de São Januário), eu gostaria de usar o que eu tenho no contrato, o que eu tenho direito. E é isso que está sendo discutido. Porque existe a negativa e a gente está tentando com o Ministério Público para que tenhamos acesso a jogar no Maracanã”, explicou Pedrinho em entrevista ao Prime Video.
“Vão me acuando, me acuando, me acuando e me tirando das alternativas. E no final vai cair onde eles determinarem e não onde a gente pode exercer o direito de mandante”, completou.

Entenda o imbróglio
O Vasco recebeu duas negativas para levar o duelo ao Maracanã: primeiro, em diálogo diretamente com Flamengo e Fluminense, e depois em uma ação judicial. No agravo, o Ministério Público também menciona que a conservação do gramado, principal argumento utilizado pelos clubes para negar a liberação, não é um impeditivo, já que o Maracanã recebeu dois jogos em intervalo de 48 horas em nove oportunidades em 2026.
O clube chegou a considerar a possibilidade de realizar a partida no Mané Garrincha, em Brasília, e na Arena da Amazônia, em Manaus. A Secretária de Estado do Desporto e Lazer (Sedel) do Amazonas confirmou que o Vasco consultou a administração da Arena na segunda-feira sobre essa possibilidade.
“Vamos dizer que não existisse esse contrato. E eu, por recomendações do regulamento da Conmebol, não posso usar São Januário. Vamos dizer que isso tivesse acontecido e eu pedisse para a dupla Fla-Flu: ‘vocês me emprestam o Maracanã?’. Seria um ato gentil porque é um jogo. Não é um jogo que vai estragar o gramado. Mas não é nem essa a discussão. A discussão é que eu já falei muitas vezes que temos um contrato onde, de forma muito antecipada, eu peço os jogos”, acrescentou.
A confiança de Pedrinho é de que haverá uma decisão favorável para utilizar o Maracanã. A defesa do Vasco solicitou urgência no pronunciamento judicial sobre o tema, a fim de garantir tempo suficiente para organizar a operação e logística do local da partida, além de planejar com os órgãos de segurança e iniciar a venda de ingressos.
O prazo para a definição do estádio é o dia 10 de outubro, próximo sábado. Caso o Vasco opte por atuar fora do Rio de Janeiro, precisaria informar o local à Conmebol até 15 dias antes da data da partida, o que significa que a data limite já se encerrou nesta última segunda-feira.
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