Pedro Emanuel analisa desempenho do Palmeiras na vitória por 4 a 1 sobre o Vasco

Pedro Emanuel comenta a atuação do Palmeiras após a vitória de 4 a 1 contra o Vasco

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O Vasco enfrentou sérios problemas no segundo tempo contra o Palmeiras, resultando em uma derrota por 4 a 1, neste domingo, no Nubank Parque. O técnico Pedro Emanuel destacou um aspecto que se tornou recorrente: a falta de aproveitamento nas oportunidades de gol.

— Na primeira parte, tivemos nossas chances. A grande diferença em relação ao último jogo foi que, contra o Olímpia, aproveitamos duas das três oportunidades que tivemos. Hoje, tivemos chances semelhantes e não conseguimos marcar. Futebol é sobre gols, isso faz a diferença — comentou o treinador.

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— Se tivéssemos feito um gol, poderíamos ter ampliado. Essa derrota é bastante penalizadora. Sete gols sofridos em dois jogos é excessivo considerando o que temos produzido — completou.

Os três primeiros gols do Palmeiras foram anotados nos primeiros 10 minutos do segundo tempo, o que dificultou a reação do Vasco. Flaco, que já havia balançado as redes, fez mais um aos 43 minutos. Nos acréscimos, Colídio conseguiu descontar para o Vasco.

Nos gols sofridos, o goleiro Léo Jardim teve posicionamento questionável e foi surpreendido por Maurício e Flaco López. Contudo, Pedro Emanuel defendeu seu goleiro.

— Quantas defesas ele fez? O primeiro gol é um golaço, o segundo é um pênalti. Posso considerar uma falha no terceiro. Mas quantas oportunidades claras ele teve para intervir? Às vezes, criamos narrativas. No jogo contra o Olímpia, ele teve uma atuação quase perfeita. No terceiro gol, posso concordar que houve falha. Mas o Léo é um jogador importante para nós, tanto em campo quanto no vestiário, e valorizo isso — afirmou o técnico.

Pedro Emanuel, em Palmeiras x Vasco, pelo Brasileirão — Foto: Marco Miatelo/Agif

O Vasco voltará a campo na próxima quarta-feira para enfrentar o Vitória, no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil.

Veja outras respostas do treinador:

Falta de concentração

— Essa é a parte mais difícil. Se tivéssemos corrigido isso antes, não estaríamos nessa posição. Os detalhes fazem a diferença nos jogos. O erro sempre existirá, mas precisamos saber como corrigir. Sofremos gols em situações que preparamos. O Palmeiras é forte em jogadas longas, na segunda bola e em chutes de fora da área. Faltou atenção na pressão na bola. É uma equipe que tem sofrido bastante, não só agora, mas nos últimos anos, e quer mudar essa situação. Isso requer decisão dos jogadores. Queremos ter o que tivemos contra o Olímpia e no primeiro tempo contra o Palmeiras.

Contato com Marcos Lamacchia

— Me faz perguntas difíceis de responder. Essa parte cabe a vocês pesquisarem. De fato, o cumprimentei e conheci a pessoa, mas nada além disso. Foi uma cortesia da parte dele. Sobre o resto, estamos em uma luta, assim como outros torcedores e equipes que estão à nossa volta, fazendo a mesma pergunta. É um campeonato extremamente competitivo. Temos uma dificuldade a mais porque nossos concorrentes diretos não estão em outras competições. Não vou deixar de dizer que não vamos abdicar de nenhuma competição, mas em alguns momentos precisamos perceber que, para lutar e ter essa ambição, isso nos custa.

Gestão do elenco

— Podemos falar sobre a gestão do grupo e do elenco, e estou fazendo isso pontualmente, pois sinto que os jogadores estão respondendo bem. É importante sentirmos o momento de cada jogador. Quanto aos reforços, fiquei satisfeito com quem entrou. Aqueles que participaram contribuíram para nossos gols. Avellar e Facundo mostraram que estão aqui para ajudar. Essa é a única satisfação que levo do jogo. Queríamos ter feito mais e ser mais competitivos.

Desafio de gerir elenco nas decisões

— Pouco tempo para treinar? Nós nem treinamos. Tivemos apenas dois dias entre cada um dos jogos. É um grande desafio para todos nós, especialmente pela forma como temos jogado. Queremos estar em campo e isso desgasta muito. Tínhamos essa noção. Viemos jogar contra o Palmeiras com um dia a menos de recuperação. Em seguida, jogaremos a Copa do Brasil e o Brasileirão com menos um dia de recuperação. Essa questão, por menos importância que possa ter para a torcida, faz uma diferença significativa. Não jogamos com alguns atletas porque não estavam totalmente recuperados. Eles fazem toda a recuperação, mas alguns organismos reagem de maneiras diferentes. Hoje percebi isso. Por exemplo, Cuiabano sentiu algo e não queria sair. Mas minha função é preservá-lo. Tomamos decisões que custam à equipe. Por que Colídio não jogou? Não estava 100% e prefiro não arriscar. Quero uma equipe competitiva. Tenho que seguir essa intuição. Hoje não foram bem, mas continuo acreditando nos meus jogadores, mesmo com erros de detalhes. Vamos para a Copa do Brasil da mesma forma que fomos para a Sul-Americana, com a equipe que considero mais fresca e capaz para entrar em campo. Mas estamos debilitados porque o tempo de recuperação é menor, é só olhar o calendário.

Sobre não conseguir vencer jogando fora de casa no Brasileirão:

— É um fato, não posso contestar isso. Não temos vitórias fora de casa. É um objetivo que perseguimos. Analisando o primeiro tempo de hoje, faltou o gol que nos daria mais conforto no jogo. Já disse que, sofrendo três gols em 10 minutos, isso liquida qualquer equipe. Isso é algo que vamos debater, pois são gols que podem acontecer pela qualidade dos jogadores do Palmeiras e pelo estilo de jogo deles. Acredito que tivemos responsabilidade e poderíamos ter feito mais pressão na bola. Contudo, foi um belo gol. São questões que podemos trabalhar e melhorar. No entanto, fora de casa, não tem sido assim nesta competição, pois na última quinta-feira jogamos fora e fizemos uma partida brilhante. Hoje não foi possível e precisamos entender o porquê. Também percebo que houve uma linguagem corporal da equipe, um desgaste. Os jogadores mostraram grande vontade, entramos entusiasmados, mas fomos perdendo gás durante o jogo. Queria ter feito alterações antes, e não após estarmos perdendo de 3 a 0. Em alguns momentos, espero um pouco mais deles, mas isso faz parte quando jogamos a cada três dias. Eles têm demonstrado grande vontade de estar em todas as competições e serem competitivos em todos os jogos.

Como pretende fazer a dupla de zaga

— Minha preocupação é recuperar os jogadores para o jogo contra o Vitória. Isso é o que me preocupa neste momento. Sei que temos jogadores capazes. Freitas não tem jogado tanto porque Robert e Cuesta estão dentro do que pretendo, às vezes é até injusto. Mas ele está preparado. Portanto, não é uma questão que me tira o sono neste momento. Queremos corrigir a concentração e o comportamento da equipe, trabalhar para não sofrer gols, ou, se sofrermos, que não sejam três ou quatro.

Utilização da base

— Achei que hoje era o momento ideal para alguns meninos da base, que têm mostrado qualidade, viverem essa grande competição em um jogo contra o Palmeiras em casa. Eles têm demonstrado bastante. É claro que vão errar e ter momentos menos bons. Mas fiquei satisfeito, pois o Ramon tem entrado bem e mostrado capacidade, mas isso não acontece da noite para o dia. Precisamos dar tempo e oportunidades. O Avellar teve sua chance. Naturalmente, ele entrou um pouco nervoso, e o resultado não ajudou. A equipe estava fragilizada, mas é assim que crescemos como jogadores e pessoas. Ele mostrou caráter e vontade. Continuará a evoluir. Mas não é fácil. Quero ajudar a crescer, mas não quero expô-los em demasia para que não sejam julgados excessivamente. Com equilíbrio, vamos continuar a fazê-los crescer. Dentro dessa perspectiva, jogador não tem idade, tem qualidade. Aquele que mostrar mais qualidade terá mais oportunidades.

O que acha que falta para ajustar o equilíbrio do Vasco

— Acredito que o pilar mental é fundamental. Trabalhamos bastante a parte técnica, tática e física. Mas temos uma preparação mental e, se olharmos o histórico do Vasco, há uma oscilação mental significativa. Um sentimento de euforia, especialmente pela torcida, como em Assunção, mas também momentos de frustração. Isso afeta a tomada de decisão e traz receio de errar. Quando não estamos fortes mentalmente, isso cria ruídos e nos tira a confiança. Temos melhorado bastante nesse aspecto. Foi possível ver contra o Olímpia, pois tomamos um gol e reagimos. Hoje não foi assim. Sofremos três gols seguidos. Precisamos entender o porquê e por que, em alguns momentos, estávamos competitivos e depois sofremos três gols em dez minutos. Acredito que a parte mental já melhorou bastante. Tenho sentido mais fluidez na forma como a equipe joga e, em algumas partes do primeiro tempo, fiquei satisfeito com nosso desempenho, com a posse de bola e o compromisso dos jogadores. Fiquei muito contente com o comportamento. Depois, naturalmente, fiquei frustrado com o resultado final. Estou acostumado a enfrentar dificuldades e continuaremos trabalhando.

Parte mental

— Acrescentaria o Santos. Nós, com o Santos, até o momento em que sofremos o gol, tivemos três oportunidades claras. Isso é relevante. Quando sentimos que estamos bem no jogo e, em seguida, levamos um golpe, é um desalento muito grande. Contra o Olímpia, mostramos reação. Essa é a grande diferença nos jogos que temos perdido. Temos oportunidades, mas não conseguimos concretizar. Isso tem um impacto positivo e negativo quando sofremos. Sentimos que o jogo vai cair para nós, mas somos surpreendidos. Precisamos continuar acreditando que seremos os primeiros a marcar.

Fonte: ge


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