— A equipe funcionou bem. Entramos concentrados no jogo, tivemos a primeira chance de marcar com o Andrés, mas não conseguimos. Depois, sofremos um gol bonito em um ambiente complicado. A equipe demonstrou competência e, ao contrário do último jogo, não se desesperou após levar um gol. Passamos por uma instabilidade de cinco ou oito minutos, mas conseguimos a virada com duas boas jogadas. Nosso ataque foi envolvente, e estávamos precisando disso.
Pedro Emanuel em Olimpia x Vasco — Foto: AFP
A vitória foi conquistada de virada. O Olimpia abriu o placar com um belo gol de Matus, mas o Vasco respondeu com quatro gols, anotados por Thiago Mendes, David, Adson e Spinelli. No primeiro jogo, as equipes haviam empatado em 0 a 0 em São Januário.
— O jogo não teve muita história porque mostramos coragem, personalidade e qualidade. Essa vitória é significativa, pois não chegávamos às quartas há algum tempo. É resultado do trabalho de um grupo que acredita e está em crescimento. Mesmo na derrota para o Santos, criamos mais oportunidades. Nosso ataque precisava de uma noite como essa. Criamos bastante e marcamos quatro gols. Após o terceiro gol, conseguimos controlar a partida. Senti que o Olimpia se entregou diante da grande atuação que tivemos.
“Amanhã o clube completa 128 anos, e era isso que queríamos oferecer a todos. Hoje é um dia para celebrarmos o esforço dos jogadores. Fizemos uma exibição que encantou”, afirmou Pedro Emanuel.
O resultado surge em um momento de pressão para o Vasco no Campeonato Brasileiro. No último domingo, a equipe sofreu uma derrota por 3 a 0 para o Santos, em um confronto direto contra o rebaixamento, o que a deixou na vice-lanterna do torneio.
Durante a coletiva, Pedro Emanuel expressou que a performance contra o Olimpia deixou seu “coração cheio” e revelou que a equipe precisava de uma redenção como a vista nesta quinta-feira.
— Precisamos continuar acreditando no nosso trabalho. Mesmo após a derrota para o Santos, que foi muito dolorosa, percebemos que estamos no caminho certo. O resultado foi severo, mas a produção foi boa. Hoje foi semelhante, mas a diferença foi que mantivemos a calma e a confiança no nosso trabalho. A equipe se manteve tranquila, mesmo após sofrer um gol bonito. Quando isso acontece, só nos resta trabalhar e seguir com o plano. Em termos ofensivos, não queríamos apenas a transição, mas o próprio Olimpia, com sua pressão, nos obrigou a nos adaptar. Esse é o caminho. Hoje tivemos várias oportunidades e concretizamos quatro, principalmente com boas jogadas. Isso me deixa feliz, pois nossa equipe precisava de uma noite assim. Fomos competitivos, mas nem sempre incisivos quando precisávamos marcar.
Adson comemora gol do Vasco contra o Olimpia — Foto: AFP
Na próxima fase, o Vasco enfrentará o River Plate ou o Santa Fe, que decidem a vaga na próxima quarta-feira, no Monumental de Núñez, na Argentina. Na partida de ida, em Bogotá, as equipes empataram em 0 a 0. Os jogos das quartas de final estão agendados para as semanas de 9 e 16 de setembro.
Outros pontos da coletiva
Críticas aos atacantes. Como eles lidam?
— Acredito que isso faz parte da alta competição. Existe a crítica construtiva. Não somos os melhores quando marcamos quatro gols, nem os piores quando sofremos três. É preciso equilíbrio em todos os momentos. Muitos criticaram o Léo (Jardim), e ele respondeu bem hoje. Quanto aos atacantes, é continuar trabalhando. Não serei hipócrita, sentimos a pressão das críticas, mas precisamos seguir acreditando no nosso trabalho. Somos um grupo unido, todos celebraram hoje, e tenho orgulho de trabalhar com este grupo. A pressão faz parte da nossa vida. Somente assim seremos melhores.
Diálogo interno para alcançar o resultado
— Sabíamos que enfrentar o Olimpia em casa seria complicado. Como disse após o primeiro jogo, viemos aqui para nos classificar, respeitando muito o Olimpia. O público deles é incrível. Hoje mostramos muita personalidade, coragem e humildade. É preciso saber sofrer em certos momentos e ter a personalidade para jogar. Isso é mérito dos jogadores, de um grupo que tem enfrentado muitas dificuldades. Há quatro dias, passamos por uma situação difícil em casa, mas precisamos saber lidar com isso. Amanhã é um novo dia, e devemos fazer tudo novamente se quisermos vencer outra vez.
Como lida com as três competições
— É claro que há um senso de urgência no Campeonato Brasileiro, que é nossa principal competição. Temos consciência de que, mesmo com tudo equilibrado, precisamos “arrebentar” o caminho, como costumo dizer. Não foi o jogo de virada que esperava contra o Santos. Precisamos olhar para todas as competições, considerando a grandeza do clube. Não vou abrir mão de nenhuma delas, mesmo que a direção converse comigo sobre isso. Seria injusto nesse momento e nesta fase abdicar de qualquer competição. Fizemos seis mudanças neste jogo, e todos tiveram atuações excelentes. Isso é importante para que quem chega perceba que precisa trabalhar muito para conquistar seu espaço. Todos contribuem para que nossa equipe seja melhor.
Fonte: ge
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