A dificuldade para garantir os três pontos levou o técnico Renato Gaúcho a fazer uma brincadeira durante a coletiva após a partida.
Renato Gaúcho em Vasco x São Paulo — Foto: André Durão
— Não precisava sofrer tanto. Estou começando a entender a torcida do Vasco, é muito sofrimento. A equipe jogou bem, conseguimos uma belíssima vitória em cima de um grande adversário e jogando bem. Sempre quero os três pontos, mas se ganhar jogando bem, melhor ainda.
O treinador elogiou o desempenho do time ao longo da partida, mesmo tendo ido para o intervalo em vantagem. Ele afirmou que, ainda no vestiário, garantiu ao elenco que a virada aconteceria na segunda etapa.
Renato também explicou as mudanças feitas no intervalo, ao substituir Paulo Henrique e Tchê Tchê por Puma Rodríguez e Adson.
— São os jogadores do grupo. Quando falo que confio em todos eles, é por isso. Eu preparo todos os jogadores, independente de quem começa a partida. Quem entrar tem que mostrar porque estava no Vasco. Eu achei o Tchê Tchê aceitando muito a marcação do adversário. Coloquei o Adson, que conhece a posição, é do drible e gosto desse tipo de jogador. O Puma também está no mesmo nível do PH. Quando eu digo que temos dois laterais bons na direita e na esquerda, é por isso. O Puma entrou porque o PH tomou uma pancada forte no joelho. Ele pediu para voltar, mas joelho é joelho e terça-feira tem mais — detalhou Renato.
Puma comemora o gol do Vasco contra o São Paulo — Foto: André Durão
A vitória levou o Vasco à nona colocação, com 16 pontos acumulados, rompendo uma sequência de cinco jogos sem triunfos. O time voltará a campo nesta terça-feira, às 21h, para enfrentar o Paysandu pela quinta fase da Copa do Brasil.
Veja outras respostas de Renato Gaúcho:
Importância da vitória para a sequência do trabalho
— Sempre é bom ganhar, especialmente no Campeonato Brasileiro. Desde que cheguei, disputei 24 pontos no Campeonato Brasileiro e ganhei 15. Se você mantiver essa margem de aproveitamento, brigará pela Libertadores. Infelizmente, o Vasco começou mal o campeonato e estamos pagando um pouco por isso.
— Dos doze pontos disputados, o Vasco ganhou um. Mas não adianta chorar o leite derramado. É trabalhar buscando sempre as vitórias, seja no Campeonato Brasileiro, na Copa do Brasil ou na Sul-Americana. Muitos falam que o Renato muda todo o time na Sul-Americana, mas hoje o time se apresentou bem, correu bem porque estava descansado. Quem muito quer, nada tem. Não tem jeito. E até porque na Sul-Americana jogaram seis jogadores que antes da minha chegada eram titulares.
— Então não existe essa de time A ou time B. O jogador que está no Vasco tem que estar preparado para jogar. Não importa a competição, ele deve estar pronto. E hoje foi mais uma prova disso, que eu sempre peço para eles: treinem forte para jogarem forte. Hoje o time jogou bem, correu e quem entrou, entrou bem. É isso que queremos. Até porque amanhã de manhã já tem treino de novo, na segunda-feira tem viagem para Belém, uma longa viagem novamente, e outra competição na próxima terça-feira. O que eu disse ao torcedor, repito.
— Não adianta querer colocar sempre os mesmos jogadores em campo. Não vão aguentar, vão se machucar, e o time não vai correr direito. O torcedor mais uma vez está de parabéns pelo que fizeram hoje em São Januário. Incentivaram o tempo todo, mesmo quando o time estava perdendo, e isso é fundamental. E essa vitória é do nosso torcedor também.
Andres Gomez – Vasco x São Paulo – Brasileirão – São Januário — Foto: Jorge Rodrigues/AGIF
— Conversei com o Pedrinho há pouco e disse que a vitória foi dele também. Ele esteve bastante presente esta semana no CT, conversou bastante com o grupo e também após o jogo. É um presidente atuante, que está sempre conosco, e isso é importante. Esta vitória no Campeonato Brasileiro foi fundamental, pois precisamos brigar na parte de cima da tabela e nos distanciar da parte de baixo.
— Com todo respeito aos nossos adversários, nos últimos três empates que tivemos no Campeonato Brasileiro fora de casa, merecíamos ter vencido os três jogos: contra o Cruzeiro, mesmo com um homem a menos, contra o Remo e contra o Coritiba. Com todo respeito aos adversários, fomos melhores, jogamos melhor e, infelizmente, pecamos por nossos próprios erros. Você vai deixando pontos importantes escaparem. É sempre bom vencer, pois isso traz mais confiança ao grupo.
Personalidade de Puma Rodríguez
— Eu sempre falo para o grupo: confiança e personalidade. Ele é um dos batedores. Hoje, ele estava em campo, teve a personalidade e a confiança de bater o pênalti. Em um momento difícil, com a pressão da torcida, ele pegou a bola e converteu. Empatou em um momento crucial. Depois continuamos jogando bem, lutamos até o final e conseguimos o segundo gol, que nos deu uma vitória importantíssima e mais três pontos.
— Não sei como ficará a tabela, pois ainda há rodadas pela frente, mas fizemos a nossa parte. O que precisamos fazer é o dever de casa. Hoje, mais uma vez, sofremos. Não precisava ser tão difícil. Mas isso faz parte do meu trabalho. Já me acostumei. Essa vitória é importante para chegarmos a 16 pontos.
Existe diferença na atitude quando está perdendo e quando está ganhando?
— O que mais tenho cobrado do grupo é atenção durante os 90 minutos. Se o adversário marcar um gol, que seja por mérito dele e não por falhas nossas. Quando saímos atrás, conseguimos virar alguns jogos. Quando saímos na frente, infelizmente cometemos erros que resultam em empates.
— Hoje, novamente cobrei deles, antes mesmo da partida começar, que a atenção no futebol deve ser constante. Não pode ser apenas por 45 minutos, 30 minutos ou 89 minutos. Enquanto não acabar, tudo pode acontecer. Essa atenção é algo que tenho cobrado bastante, e hoje eles demonstraram, especialmente no segundo tempo.
Por que o Vasco tem dificuldade de conseguir vitórias simples?
— Não é apenas no Vasco, é uma realidade no Brasil e no mundo todo: é difícil fazer gols. Muitas vezes, mesmo com um elenco qualificado, marcar não é fácil. O que não pode acontecer é sofrer gols por falhas, como infelizmente ocorreu em alguns jogos, e pagamos por nossos próprios erros. A bola pune, e essa atenção é algo que tenho cobrado deles.
— Hoje em dia, não existem três ou quatro jogadores que decidem uma partida a qualquer momento. O adversário também quer vencer. Portanto, é sempre complicado. O que não pode acontecer, como mencionei, é sofrer gols com facilidade, obrigando o time a correr atrás do adversário, expondo-se e dando espaço. Quando saímos na frente, a situação é melhor, pois forçamos o adversário a correr atrás de nós, o que gera mais oportunidades. O que mais exijo deles é atenção durante os 90 minutos, pois já é difícil marcar gols. O que não pode é sofrer gols da maneira como temos sofrido, pois isso complica bastante.
Copa do Brasil
— Fomos para a Argentina e escalei uma equipe que não vinha jogando. Levei os garotos, por quê? Por conta da longa viagem. Saímos da Argentina e atravessamos todo o Brasil, jogando em Belém contra o Paysandu (nota da redação: na verdade foi contra o Remo). Não fazia sentido desgastar os jogadores nas viagens. Pouco sono e alimentação fora dos horários. Eu descansei o time que jogou muito bem contra o Remo, merecíamos ter vencido, inclusive. Aqui em São Januário, na terça-feira, por que não trouxe os garotos? Porque meu time já estava aqui, então levei a força máxima.
— Uma equipe que praticamente tinha seis ou sete jogadores que vinham jogando até pouco tempo, e levei todo mundo no grupo. Não deixamos a Sul-Americana de lado e estamos atentos a todos. Acredito que é o Marcos Antônio, do São Paulo, que jogou contra o Vitória e, na semana seguinte, jogou novamente pela Sul-Americana. Com 30 minutos, ele se machucou, teve um estiramento. É um jogador dinâmico, bom jogador, que se movimenta bastante e, com certeza, iria nos dar trabalho hoje.
— É isso que quero dizer. Daqui a pouco, você coloca os jogadores em campo, eles podem sofrer lesões e não terão condições de jogar o tempo todo, pois vão se cansar. Não adianta colocar A, B ou C se ele não vai correr, e ainda corre o risco de se machucar. Quando falei ao torcedor, quero ganhar sempre. Mas quero que o torcedor compreenda que sabemos o que estamos fazendo aqui dentro.
— Não tomo decisões sozinho, sempre converso com três ou quatro pessoas. Sempre fui de diálogo. O que é mais importante para o Vasco? O Brasileiro ou a Sul-Americana? Será que o torcedor quer passar pelo que aconteceu no ano passado? Ninguém quer. Estamos priorizando o Brasileiro, mas não vamos nos desligar da Sul-Americana. Para Belém, todo o grupo vai viajar. Quem estiver em condições vai viajar. Hoje, o PH saiu com dor no joelho, precisamos esperar 24 horas.
Permanência de David e Tchê Tchê no time
— Tenho respeito pela torcida, mas agora vou brincar com você. Você trabalha em um canal e gostaria que a torcida invadisse sua sala enquanto você trabalha? Então acho que respondi sua pergunta. Sempre trabalhamos diariamente para buscar o melhor. Concordo que os jogadores entraram melhor. Se eu trocasse cada jogador que não rende em uma partida, precisaria de 300 jogadores. Não estou passando confiança para o jogador, estou tirando. Vamos aproveitar essa vitória de hoje e deixar que eu me preocupe com as decisões.
Fonte: ge
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