Rubens Lopes continuará à frente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) pelos próximos quatro anos. Nesta segunda-feira, ele foi reeleito por unanimidade, sendo o único candidato da chapa “Pelo futuro futebol do Rio”, recebendo todos os 91 votos possíveis. O novo mandato se estenderá até 2031.
No cargo desde 2007, Rubens Lopes, que é médico e ex-presidente do Bangu, sucedeu Eduardo Viana, que ocupou a presidência por 22 anos e faleceu em 2006. Com essa nova eleição, ele poderá ultrapassar o tempo de permanência de seu antecessor.
— Contamos que essa construção venha a acontecer não daqui para aí, mas em conjunto. Não é uma promessa, mas um compromisso de que vamos construir um mundo melhor para o futebol do Rio de Janeiro com a colaboração de todos. Como diz aquele atleta que todos sabem, o futebol do Rio está em outro patamar. É muito além dos gramados, a federação do Rio não é só futebol – declarou após a eleição, referindo-se a Bruno Henrique, do Flamengo.
— São 120 instituições que compõem o colégio eleitoral dessa assembleia. Dessas, 119 manifestaram seu apoio formalmente. Uma não o fez por motivos diversos, mas manifestou verbalmente e veio pessoalmente votar favoravelmente – completou.
Rubens Lopes é eleito novamente presidente da Ferj — Foto: Marcello Neves/ge
Os quatro grandes clubes do Rio de Janeiro estiveram representados na eleição. João Paulo Magalhães, presidente do Botafogo, e Mattheus Montenegro, presidente do Fluminense, estiveram presentes, assim como Carlos Eduardo Peixoto, vice de Relações Externas do Flamengo, e Bianca Morais Reis, gerente jurídica do Vasco.
Rubens Lopes contou com o apoio dos quatro grandes clubes do Rio e de 11 equipes que disputam a Série A do Estadual. Atualmente, a primeira divisão não conta com o Maricá, que foi rebaixado, e busca o acesso. Ele também recebeu apoio de 12 clubes da Série A2, 10 da Série B1, 7 da Série B2, 14 da Série C, 41 Ligas Municipais e 23 clubes amadores da capital.
Os vices que compõem a chapa são Geraldo Monerat, Plínio Clóvis, Rita Trindade, Leo Ferraz, Guto Seabra, Marcio Duba, Sávio Franco e Marcelo Vianna. As regras eleitorais exigiam um mínimo de três representantes de cada uma das divisões ou séries profissionais, além de três Ligas Municipais e três associações amadoras filiadas à FERJ.
Rubens Lopes, presidente da Ferj — Foto: Marcello Neves/ge
Após sua reeleição, Rubens Lopes abordou os desafios do Campeonato Carioca no atual calendário, criticando a Fifa.
— Temos que enfrentar essa dificuldade, encontrar algum caminho que possa minimizar a situação. O calendário é um problema muito sério, cada vez mais se colocam competições disso e daquilo. Só temos 365 dias, menos 30 de férias, menos sei lá quantos que a Fifa resolve interditar para fazer a sua competição internacional. O ideal era se fizéssemos o campeonato em Marte, porque tem 700 dias. Daria para ter todas as competições que estão inserindo. Mas isso não é motivo para desânimo. Garanto que vamos encontrar alguma solução – afirmou.
— Ano que vem é simbólico e preocupante em duas extremidades. Temos um clube que é tricampeão, vai lutar pelo tetra inédito. Vai ter grande interesse nisso. Do outro temos todas as outras forças tentando impedir que aconteça. Acho que é uma motivação – completou.
A Ferj contratou a empresa Eleja, especializada em eleições e assembleias em diversas entidades e clubes, como a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Botafogo, Flamengo, Vasco, Atlético Mineiro, Athletico Paranaense, Corinthians, Cruzeiro e Internacional, para realizar o pleito utilizando urnas eletrônicas e voto à distância.
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Fonte: ge
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