A investigação em andamento na Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf), que monitora o acordo entre o Vasco e Marcos Lamacchia pela venda da SAF, foi mencionada no leilão realizado na última sexta-feira, que resultou na proposta da Almirante Participações como vencedora para adquirir o clube.
Os detalhes sobre o leilão foram inicialmente divulgados pelo perfil “Danteskoo” e confirmados pelo ge.
A juíza Simone Chevrand, da 4ª Vara Empresarial da Capital, questionou se a garantia apresentada pelo Banco Crefisa na proposta da Almirante Participações poderia ser um problema segundo a Anresf. Mário Junqueira, sócio de Lamacchia e representante da empresa no leilão, defendeu que a agência de Fair Play havia restringido as negociações entre o Vasco e a Crefisa, sendo que a garantia envolve ambas as partes.
Se houver aprovação dos conselheiros e sócios do Vasco, a venda será concretizada. Embora a Anresf ainda esteja realizando um estudo sobre o negócio, as partes envolvidas, tanto do Vasco quanto da Almirante Participações S/A, afirmaram que a negociação já está sacramentada, independentemente da decisão do órgão regulador de fair play.

O representante da Almirante no leilão acrescentou que eventuais restrições da Anresf não afetarão a negociação.
Um trecho da ata do leilão destaca que: “Pelo PROPONENTE (Almirante Participações) foi dito que: a decisão da CBF não obsta a garantia à ALMIRANTE, porque foi prestada à PROPONENTE. O que foi obstado pela CBF se dá diretamente ao VASCO. Defende que o próprio edital não trouxe a decisão da CBF como condicionante – inclusive, entenderam que poderia ser fiança ou garantia bancária. Prossegue dizendo que qualquer decisão da ANSREF não afeta o que é decidido em Juízo. Logo, qualquer que seja a decisão da CBF não desfaz o negócio. Narra que a decisão da CBF será respeitada no âmbito desportivo, mas, no que tange à presente alienação, não inviabilizaria o negócio jurídico que venha a ser feito em Juízo.”
O Watchdog, Athos Moura, aprovou o leilão, afirmando que não havia questões de segurança jurídica relevantes envolvendo as partes; o gatekeeper, José Eduardo Gussem, reafirmou que a atuação da Crefisa é com a Almirante, também dando parecer positivo à homologação.
O Ministério Público, representado por Gustavo Lunz, opinou que a decisão da CBF é dinâmica e pode estabelecer novas exigências, também dando parecer favorável à venda.
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