MP NA PAREDE PELO MARACANÃ
O sócio do Vasco da Gama Pablo Ramadas da Cruz apresentou ao Ministério Público do Rio de Janeiro um pedido de apuração sobre a concessão e a administração do Complexo Maracanã.
O documento questiona se Flamengo e Fluminense, integrantes do consórcio concessionário, recebem tratamento privilegiado em relação ao Vasco e a outros clubes interessados em utilizar o estádio.
Os principais pontos são:
Verificar se existem critérios objetivos e isonômicos para autorizar jogos de clubes que não integram a concessionária.
Apurar eventuais pedidos do Vasco em 2026, as respostas recebidas e os fundamentos técnicos de possíveis negativas.
Comparar preços, custos operacionais e condições oferecidas a Vasco, Flamengo e Fluminense.
Analisar as 77 datas apresentadas pelo Consórcio Fla-Flu na licitação e a meta contratual de 70 jogos.
Solicitar o calendário completo de 2026, incluindo jogos, eventos comerciais, períodos de manutenção e datas sem utilização.
Requisitar o Plano de Manutenção, cronogramas, ordens de serviço e laudos sobre o gramado.
Verificar se a manutenção foi usada como justificativa técnica válida para impedir partidas de terceiros.
Avaliar o impacto da partida da NFL sobre o gramado e sua compatibilidade com o calendário do futebol.
Solicitar relatórios do Estado e do Verificador Independente sobre fiscalização, manutenção e utilização esportiva.
O pedido não afirma que houve irregularidade nem reivindica utilização automática do estádio pelo Vasco. Ele solicita que o Ministério Público investigue se houve tratamento discriminatório, restrição indevida de acesso a um equipamento público, descumprimento contratual ou falha na fiscalização da concessão.

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