Uma das contratações de maior impacto do Vasco na última janela de transferências, o volante Sosa deu uma entrevista à rádio argentina La Red na noite desta terça-feira. Adaptado rapidamente ao Rio de Janeiro e enturmado com o grupo, o jogador falou sobre o ambiente no clube, o alto nível de exigência do futebol brasileiro e o clima para o aguardado confronto contra o Boca Juniors, pelas semifinais da Copa Sul-Americana.
Ao comentar sobre sua chegada ao Rio e os primeiros meses no clube, Sosa destacou a força e a paixão da torcida vascaína:
— Estou aqui há mais de um mês. Há um clima excelente. O time é muito grande, que tem uma torcida, como dizem aqui, incrível. Isso é o que me motiva muito e agora estamos competindo nas três frentes. Há argentinos, colombianos e uruguaios, o que facilita bastante a adaptação — celebrou o volante.
Entre os assuntos abordados, Sosa fez uma brincadeira sobre a ansiedade do atacante Facundo Colidio, que, por questões de inscrição junto à Conmebol, não poderá participar do mata-mata.
— O Facu (Colidio) parou… Quer dizer, até uma semana atrás, ele abordava o diretor esportivo todos os dias para saber se havia novidades para poder jogar. Ele tinha muita vontade de entrar em campo. É torcedor do River. Tem seu histórico no clube. Por questões burocráticas da Conmebol, está confirmado que ele não vai poder atuar. Para nós é uma baixa muito importante, ele se adaptou muito bem, é um atacante de muita hierarquia e qualidade, mas ele realmente perguntava todos os dias se tinha alguma chance — revelou o volante.

Sobre o jogo contra o Boca Juniors, Sosa reconheceu a força do adversário, citando a liderança e a qualidade técnica trazidas por Leandro Paredes no meio-campo, mas reforçou a confiança na qualidade do plantel vascaíno.
— Sabemos que é um grande time. Nós também temos um grupo muito amplo, com jogadores de muita qualidade. Temos que fazer um jogo inteligente lá na Bombonera para tentar definir a eliminatória em casa. Sabemos que vai ser uma chave muito complicada, mas confiamos muito na nossa força — projetou Sosa.
Durante a conversa, Sosa demonstrou estar ciente da realidade e da dureza do calendário no Brasil, ressaltando que o nível de competitividade supera o do futebol argentino e exige foco total a cada rodada.
— O campeonato é muito, muito difícil. Além do calendário apertado, o nível de exigência de cada partida é altíssimo, diria que um pouco mais que na Argentina, e a qualidade dos jogadores aqui é muito boa. Todos os times jogam de igual para igual e os jogos são muito atrativos — pontuou o atleta, destacando que o elenco está vivo em três frentes, mas tem como prioridade sair do Z-4.
Com contrato de longo prazo com o Vasco, Sosa também comentou sobre o sonho de alcançar uma oportunidade na seleção argentina, apontando que o rigoroso monitoramento do futebol brasileiro pela comissão técnica alviceleste serve como incentivo diário.
— O sonho e a esperança estão sempre presentes. O Flaco López foi convocado pelo Palmeiras para a seleção recentemente, o que mostra que eles estão olhando para o futebol brasileiro. Estar no radar é uma motivação muito grande, é o que mais almejo como jogador — concluiu.



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