Nuno Moreira durante tropeço do Vasco para o Vitória no Brasileiro – Foto: Divulgação/Vasco
Com apenas uma vitória nos últimos sete jogos, o Vasco se prepara para o returno do Campeonato Brasileiro, enfrentando mais uma vez o risco de rebaixamento. É alarmante para um clube com a história de um tetracampeão nacional encerrar o primeiro turno com apenas 35% de aproveitamento. Essa situação, no entanto, não é nova, pois há mais de uma década essa tem sido a realidade do clube. Nas últimas dez edições da Série A, desde 2013, o Vasco não ultrapassou 46% de aproveitamento na primeira metade do torneio.
Historicamente, o rendimento do time tem girado em torno de 42% dos pontos, com a soma variando entre 16 e 24 pontos. O melhor desempenho foi de 45,6%, alcançado em 2024, no segundo ano da SAF. Essa realidade altera a percepção sobre a grandeza do clube. Há uma geração de torcedores que nunca viu o Vasco iniciar o returno sem a preocupação de um novo rebaixamento à Série B. Muitos vascaínos ao redor do mundo nunca presenciaram o time competindo em condições de brigar pelo título.
Além disso, nos últimos 14 anos, o clube sofreu três rebaixamentos, sendo que, na mais recente, em 2020, teve que disputar a Série B duas vezes para retornar à elite do futebol. Provavelmente, os jovens na faixa dos 25 anos não têm muitas recordações do vice-campeonato de 2011, quando o clube foi considerado o mais prejudicado pelas arbitragens, nem da conquista da Copa do Brasil no mesmo ano. Em 2012, houve esperança, mas a partir de 2013, a situação começou a se deteriorar.
O momento atual é crítico. O time conquistou apenas uma vitória nos últimos sete jogos, tanto no geral quanto na análise específica da Série A. Esse desempenho reflete falhas que não foram devidamente abordadas pela diretoria e pelos jogadores. Embora o Vasco tenha conseguido manter a posse de bola, a eficácia nas finalizações tem sido um problema. Por exemplo, no jogo contra o Olímpia, em Assunção, pela Sul-Americana, o Vasco teve menos posse, mas nos últimos sete jogos do Brasileiro, dominou a bola.
Isso indica que, no confronto de amanhã contra o Mirassol, em São Januário, o time precisará, acima de tudo, do apoio incondicional da torcida. As atuações nos dois jogos sob a direção do técnico Pedro Emanuel mostraram-se organizadas taticamente, e é possível que, jogando em casa, haja maior concentração e confiança. Às vezes, uma vitória pode abrir novos caminhos.
Vejamos…
Fonte: Extra
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