Este intervalo é visto como uma oportunidade para reverter a situação, com a chegada de novos reforços e a recuperação de atletas que não apresentaram o desempenho esperado no primeiro semestre.
Renato Gaúcho em Vasco x Barracas Central — Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
Historicamente, as pausas no campeonato têm sido momentos cruciais para o Vasco. O ge apresenta a situação do time em cada uma das edições de Copa do Mundo desde a implementação dos pontos corridos nos últimos 20 anos. Confira a seguir:
2006
Na Copa do Mundo de 2006, o Campeonato Brasileiro foi interrompido na 10ª rodada. O Vasco estava perto da zona de rebaixamento, ocupando a 14ª posição, com 13 pontos — a apenas três do Z-4. Sob o comando de Renato Gaúcho, a equipe carioca teve uma recuperação no segundo semestre e chegou à última rodada na disputa por uma vaga na Copa Libertadores do ano seguinte.
O time precisava vencer o Figueirense, em Santa Catarina, para garantir a classificação, mas a partida terminou em 0 a 0. Leandro Amaral teve uma oportunidade clara aos 47 minutos do segundo tempo, mas acertou o travessão. O Vasco finalizou a competição na 6ª posição, com 59 pontos, enquanto a vaga na Libertadores ficou com o Paraná.
Vasco e Paraná pelo Brasileiro de 2006 — Foto: Reprodução / Tribunapr
2010
Antes do Mundial da África do Sul, o Vasco estava na zona de rebaixamento. O Brasileirão foi paralisado na 7ª rodada, e o time de São Januário ocupava a 19ª posição, com apenas cinco pontos. Celso Roth, que havia assumido o cargo após Renato Gaúcho, recebeu uma proposta do Internacional e surpreendeu ao deixar o clube.
Após a Copa, com Paulo César Gusmão como novo técnico, o Vasco melhorou seu desempenho e os torcedores passaram a sonhar com a Libertadores. A equipe ganhou qualidade com as contratações de Eder Luis, Felipe e Zé Roberto, além da permanência de Carlos Alberto. O Vasco terminou o Brasileiro na 11ª posição e garantiu uma vaga na Sul-Americana de 2011.
Zé Roberto marca gol do Vasco contra o Corinthians em 2010 — Foto: Divulgação/Vasco
2014
Durante a pausa para a Copa do Mundo de 2014, o Vasco estava na Série B, ocupando a 6ª posição na 10ª rodada. Apesar de contar com jogadores renomados como Kléber Gladiador, Douglas e Guiñazu, a equipe não conseguiu engrenar e terminou a competição em terceiro lugar, garantindo o retorno à elite, mas com vaias da torcida após o empate em 1 a 1 com o Icasa, que selou o acesso. Na Copa do Brasil, o time foi eliminado pelo ABC nas oitavas de final.
Kléber e Guinazu Treino Vasco — Foto: Marcelo Sadio/Vasco.com.br
2018
O ano de 2018 foi conturbado para o Vasco, tanto na política quanto dentro de campo. Zé Ricardo começou a temporada, mas pediu demissão antes da pausa para a Copa do Mundo da Rússia, quando o time ocupava a 11ª posição, com 16 pontos.
Jorginho foi contratado, mas teve uma passagem breve e foi demitido após dez jogos. Alberto Valentim e o auxiliar Valdir Bigode também passaram pelo comando da equipe. Com tantas mudanças, o Vasco lutou até a última rodada para evitar o rebaixamento. A contratação de Maxi López durante a pausa foi crucial, pois o jogador argentino contribuiu com sete gols e cinco assistências em 19 partidas. O time terminou na 16ª posição, com 43 pontos.
Maxi López e Kelvin, Vasco — Foto: Rafael Ribeiro/Vasco
2022
Diferentemente das edições anteriores, a Copa do Mundo do Catar ocorreu no final do ano, e o Vasco já havia encerrado sua temporada com a confirmação do retorno à Série A, após vencer o Ituano na última rodada da Série B, em Itu.
Com o time novamente na zona de rebaixamento, a comissão técnica de Renato Gaúcho terá a oportunidade de corrigir os erros e buscar um desempenho mais positivo, semelhante ao que foi observado nas temporadas de 2006 e 2010.
Fonte: ge
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