
A expectativa pelo título logo se transformou em pressão quase insuportável. Desde o pênalti convertido por Puma Rodríguez, que eliminou o rival no Maracanã e assegurou a vaga da equipe de Diniz na decisão da Copa do Brasil, muitas mudanças ocorreram no Vasco. O ge apresenta os desdobramentos da trajetória vascaína desde o último confronto contra o Fluminense.
Jogadores do Vasco comemoram classificação na Copa do Brasil contra o Fluminense — Foto: André Durão
As equipes se reencontram neste domingo, às 18h, no Nilton Santos, para o jogo de ida da semifinal do Campeonato Carioca.
Perda do título
A temporada do Vasco terminou de maneira amarga para os torcedores. Após vencer o Fluminense nas semifinais, a equipe enfrentou o Corinthians na final, onde acabou se tornando vice-campeã. No jogo de ida, o time de Fernando Diniz foi superior e criou mais oportunidades na Neo Química Arena, mas a partida terminou em empate sem gols.
Na volta, a expectativa de conquistar a taça da Copa do Brasil após 14 anos era alta, e a torcida compareceu em peso ao Maracanã. Contudo, o resultado foi frustrante. O Corinthians dominou a maior parte do jogo e venceu por 2 a 1. Essa derrota também marcou o primeiro vice-campeonato de Fernando Diniz no Maracanã, onde ele havia conquistado quatro títulos em quatro finais anteriores, todas com o Fluminense.
GB e Diniz lamentam derrota do Vasco para o Corinthians — Foto: André Durão
Saídas de artilheiros
A janela de transferências trouxe mudanças significativas no elenco do Vasco, especialmente no ataque. Os dois principais artilheiros da equipe em 2025 deixaram o clube: Vegetti foi para o Cerro Porteño, do Paraguai, e Rayan transferiu-se para o Bournemouth, da Inglaterra.
Ambos tiveram um papel crucial nas semifinais da Copa do Brasil, sendo responsáveis pela virada de 2 a 1 contra o Fluminense na partida de ida. Rayan marcou o gol de empate, enquanto Vegetti anotou o gol da vitória no último lance da partida no Maracanã. Juntos, eles foram responsáveis por 47 dos 94 gols do Vasco em 2025, com Vegetti sendo o principal goleador do futebol brasileiro, com 27 gols, e Rayan encerrando a temporada com 20.
A saída dos principais goleadores impactou diretamente os números da equipe: o time dirigido por Fernando Diniz apresenta o pior ataque entre os 20 clubes da Série A em 2026, com apenas 12 gols em dez jogos até o momento.
Pressão em Diniz
A situação de Diniz em São Januário mudou drasticamente nos últimos dois meses. Após a classificação para a final da Copa do Brasil, o clima era de otimismo, apesar da queda acentuada com sete derrotas nos últimos oito jogos na reta final do Campeonato Brasileiro.
Madureira x Vasco – Fernando Diniz — Foto: Alexandre Durão
A perda do título e o início conturbado em 2026 aumentaram a pressão sobre o treinador. Diniz ainda não venceu nenhuma partida na atual edição do Campeonato Brasileiro e foi alvo de críticas da torcida após os jogos contra Chapecoense e Bahia.
Nos bastidores, o treinador continua a contar com a confiança do presidente Pedrinho, que acredita que a chegada de novos reforços e o aprimoramento físico dos jogadores poderão melhorar o desempenho da equipe.
Reforços
Seis jogadores chegaram a São Januário: Johan Rojas, Saldivia, Brenner, Spinelli, Marino Hinestroza e Cuiabano.
Dentre eles, apenas Brenner se tornou titular frequentemente sob o comando de Fernando Diniz no início da temporada. O atacante foi escolhido para ocupar a vaga de Rayan no ataque e já marcou um gol nas cinco primeiras partidas pelo Vasco.
Brenner em Vasco x Volta Redonda — Foto: Alexandre Durão
Rojas e Hinestroza têm sido utilizados com frequência no segundo tempo. Spinelli, o último reforço contratado, já marcou seu primeiro gol em São Januário. Há expectativa de que o trio ganhe mais espaço ao longo do ano. Cuiabano é o único que ainda não estreou, pois está em processo de recondicionamento físico e não deve ser relacionado para o clássico deste domingo.
Rescisão de Coutinho
Um dos últimos acontecimentos que surpreendeu a diretoria e a torcida foi o pedido de rescisão de contrato feito por Coutinho na última quarta-feira. O jogador alegou estar mentalmente exausto e que sentia que seu ciclo no clube havia chegado ao fim.
Coutinho em Vasco x Maricá — Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
Na derrota para o Bahia, o camisa 10 foi vaiado por parte da torcida, ainda que de forma tímida, em São Januário. No jogo contra o Volta Redonda, as reclamações se tornaram mais intensas. Ele chorou no vestiário durante o intervalo e não voltou ao banco de reservas, já com a decisão tomada.
O planejamento inicial do Vasco e de Coutinho era que o meia encerrasse sua carreira no clube, e havia negociações para uma renovação até o final do ano. Sem o camisa 10, a diretoria reconhece que a reposição nesta janela de transferências será desafiadora e aposta nos reforços contratados para suprir essa ausência neste primeiro momento.
Fonte: ge
Conversa da torcida
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