Vasco recebe sinalização positiva da Prefeitura para jogo contra o Boca em São Januário, mas aguarda liberação do Bepe e da Conmebol

A reunião com a Prefeitura incluiu representantes do COR, CET-Rio e Ferj, que avaliaram o plano operacional do Vasco para o jogo

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Após negativa do Maracanã, Vasco concentra esforços para jogar contra o Boca em São Januário Imagem: Matheus Lima / Vasco

O Vasco deu mais um passo na tentativa de mandar o jogo contra o Boca Juniors, pela semifinal da Sul-Americana, em São Januário.

Dirigentes do clube se reuniram hoje à tarde no Centro de Operações da Prefeitura e receberam uma sinalização positiva de alguns órgãos do município.

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Estiveram presentes o COR (Centro de Operações e Resiliência), a CET-Rio (Companhia de Engenharia de Tráfego), a Ferj (Federação de Futebol do Rio de Janeiro) entre outros representantes.

O Cruzmaltino apresentou seu plano operacional e teve como resposta o posicionamento de que eles estão abertos a eventuais adaptações.

Uma das sugestões sinalizadas para a Conmebol e ao Boca Juniors é ampliar o setor de visitantes, algo que não teve uma posição contrária por parte dos órgãos presentes na reunião.

A Polícia Militar ainda não se pronunciou sobre o assunto.

A reunião de hoje foi considerada como “mais um passo”. Falta ainda um parecer favorável da Polícia Militar, que ainda não se manifestou.

Caso a PM se negue a acatar o plano operacional proposto pelo Vasco, o clube não conseguirá obter o aval dos órgãos de segurança para a realização da partida.

Apesar disso, há otimismo de que o Batalhão Especial de Policiamento em Estádios (Bepe) se coloque à disposição, mesmo que já tenha se posicionado contra a realização de clássicos em São Januário.

O Vasco aguarda somente o “ok” da Polícia Militar para então buscar a aprovação da Conmebol.

A diretoria acredita que, com o aval dos órgãos de segurança, terá um argumento sólido para convencer a entidade a abrir uma exceção e liberar o estádio, que não atende à capacidade mínima de 30 mil pessoas exigida para semifinais da Copa Sul-Americana.

Com a documentação necessária em mãos, o Vasco conta com o apoio da CBF e da Ferj na tentativa de persuadir o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, que, segundo informações, ainda demonstra certo ressentimento pelo fato de o Cruzmaltino ter atuado com uma maioria de reservas durante a competição.

O Boca Juniors, por sua vez, não se opõe à realização do jogo em São Januário, desde que tenha uma carga maior de ingressos do que o previsto nas atuais condições do setor de visitantes do estádio.

Enquanto tenta avançar com a liberação de São Januário, o Vasco mantém o Maracanã em “stand by”.

Após a negativa do consórcio em relação ao pedido formal de utilização, o Cruzmaltino considera buscar a liberação via Justiça.

A estratégia da diretoria, no entanto, é entender primeiro se será possível realizar a partida em São Januário e, com todas as informações concretas, decidir o melhor caminho a seguir.

Quando a polêmica sobre o local da partida entre Vasco e Boca Juniors surgiu, torcedores vascaínos rapidamente lembraram que o Independiente del Valle recebeu o Atlético-MG na semifinal da Copa Sul-Americana de 2025 em um estádio com capacidade de apenas 12 mil pessoas.

A Conmebol concedeu essa exceção levando em consideração o tamanho da torcida da equipe equatoriana, que é reduzida, algo que não se aplica à realidade do Vasco, um clube popular com uma torcida de dimensão nacional.

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