Vasco recorre à Justiça para liberar empréstimo DIP

Vasco busca autorização judicial para liberar empréstimo DIP

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Gustavo Cunha
🚨 AGRAVO DO VASCO: O QUE A SAF ESTÁ QUESTIONANDO NA JUSTIÇA

O Vasco SAF interpôs um recurso contra a decisão que limita a contratação de novos empréstimos acima de R$ 5,9 milhões até a apresentação do relatório inicial da auditoria.

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Um ponto crucial é que o Vasco não busca impedir a auditoria. A discussão do agravo se concentra na intenção da SAF de revogar a condição que bloqueia a contratação do novo DIP antes da conclusão dessa primeira fase do trabalho.

Quais são os argumentos apresentados pelo Vasco?

🧵👇

1️⃣ AUDITORIA E FINANCIAMENTO SÃO QUESTÕES DIFERENTES

A SAF argumenta que não há uma determinação legal que obrigue o Vasco a aguardar a auditoria para que um novo financiamento seja analisado.

Na tese apresentada no recurso, a auditoria e a contratação de crédito possuem naturezas distintas e devem ser avaliadas separadamente.

2️⃣ FISCALIZAR NÃO SIGNIFICA IMPEDIR

Outro ponto levantado é que decisões anteriores do próprio desembargador já teriam estabelecido mecanismos de acompanhamento e fiscalização das operações do Vasco.

Segundo a SAF, isso não implicaria que cada novo empréstimo precisasse ser suspenso até uma autorização judicial específica.

3️⃣ O DIP JÁ ESTAVA EM ANÁLISE

O novo financiamento não é uma novidade.

O pedido de DIP já estava sendo discutido em outro processo e estava sob análise dos órgãos de fiscalização.

Para o Vasco, a restrição imposta posteriormente em outro processo interferiu diretamente em uma operação que já estava em andamento.

4️⃣ O PLANO DE RECUPERAÇÃO JÁ PREVÊ FINANCIAMENTOS

A SAF também argumenta com base no próprio plano de recuperação judicial.

O documento, aprovado pelos credores e homologado pela Justiça, já previa a possibilidade de contratação de financiamentos adicionais.

Na visão do Vasco, portanto, não faria sentido estabelecer agora uma condição que, na prática, impede uma operação que já conta com respaldo no plano aprovado.

5️⃣ QUEM PAGA A AUDITORIA É A 777

Outro ponto abordado no recurso diz respeito ao pagamento da auditoria.

De acordo com o Vasco, essa responsabilidade é da 777 Carioca, e não da SAF.

O problema é que o início dos trabalhos depende desse pagamento. Assim, a liberação do DIP poderia ficar, indiretamente, condicionada a uma obrigação que não está sob controle direto do Vasco.

6️⃣ A SAF ALEGA QUE NÃO PODE ESPERAR

O Vasco também sustenta que a situação financeira exige uma resposta rápida.

A demora na liberação dos recursos, segundo a argumentação apresentada, pode gerar prejuízos que não seriam totalmente reparados mesmo se o recurso for acolhido posteriormente.

Entre os compromissos citados estão obrigações relacionadas à própria recuperação judicial, cujo pagamento depende dos recursos do novo DIP.

🚨 O QUE O VASCO QUER?

O pedido principal é claro: retirar a restrição e permitir que o pedido de financiamento seja analisado sem a necessidade de aguardar o relatório inicial da auditoria.

Caso isso não seja aceito, o Vasco solicita uma alternativa: a liberação de parte do DIP, em valor suficiente para cobrir as despesas consideradas mais urgentes enquanto a auditoria prossegue.

👉 Portanto, o foco do agravo não é a realização da auditoria.

A discussão gira em torno da possibilidade do Vasco ficar impedido de contratar o novo DIP até que a auditoria apresente seu primeiro relatório.

Agora, o pedido será analisado em segunda instância pelo desembargador César Cury.

Fonte: X do jornalista Gustavo Cunha/Colina 1927

Podcast Cruzmaltino
💢 VASCO RECORRE AO TJ-RJ PARA DESTRAVAR O NOVO DIP

A Vasco SAF apresentou Agravo de Instrumento contra as decisões da 4ª Vara Empresarial que impedem novos endividamentos superiores a R$ 5,9 milhões até que a ICTS Global apresente o relatório sumário de sua auditoria.

A restrição afeta diretamente o novo financiamento DIP de até R$ 150 milhões.

No recurso, o Vasco solicita ao Tribunal:

▪️ suspensão imediata da restrição dos R$ 5,9 milhões;

▪️ que novos endividamentos possam ser analisados normalmente, respeitando as autorizações judiciais exigidas;

▪️ que o pedido do novo DIP possa ser analisado sem depender previamente do relatório da ICTS;

▪️ caso o pedido principal não seja aceito, que ao menos seja liberada a análise do DIP e da parcela inicial de R$ 83 milhões;

▪️ manutenção da auditoria e da obrigação da 777 de custear integralmente os honorários da ICTS.

⚠️ Importante: o Vasco NÃO está solicitando que o Tribunal aprove automaticamente o empréstimo de R$ 150 milhões.

O pedido é para remover a condição que atualmente impede a análise imediata do financiamento. A decisão sobre autorizar ou não o DIP continuará sob a responsabilidade do Juízo da recuperação judicial.

Agora, o recurso será analisado no TJ-RJ.

Fonte: X Podcast Cruzmaltino

J.Americo
Informação: Ontem às 23:56 o Vasco protocolou um novo agravo de instrumento, desta vez contra a decisão que impõe restrições a endividamentos superiores a R$ 5,9 milhões. O Vasco requer a concessão de efeito suspensivo e os autos já estão prontos para julgamento pelo Desembargador César Cury.

Esta petição possui 47 páginas e está bem fundamentada, abrindo um novo capítulo nas batalhas judiciais que o Vasco enfrenta. Há boas chances de sucesso.

Fonte: X do jornalista José Américo/Vasco Connection


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