O Vasco SAF protocolou nova petição na Justiça pedindo a liberação do Maracanã para a semifinal da Sul-Americana contra o Boca Juniors, marcada para 20 de outubro. O clube destaca a urgência do prazo estabelecido pela Conmebol, que exige a comprovação da disponibilidade do estádio ou a indicação de uma alternativa até terça-feira (13/10) às 12h.
A petição argumenta que 46 mil ingressos já foram vendidos, além de ressaltar a prioridade do futebol na concessão do estádio e os problemas logísticos que o Nilton Santos apresenta, como a acomodação da imprensa e questões de segurança, especialmente em um evento disputado com a concessionária Fla-Flu.
O pedido foi direcionado ao desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, que é o relator do mandado de segurança apresentado pela Fla-Flu. O Vasco busca a revogação da liminar que suspendeu a decisão favorável do desembargador Marco Antônio Ibrahim, concedida em 09/10. A nova petição enfatiza que ainda há tempo para que uma decisão judicial tenha efeito antes do prazo da Conmebol, contestando a alegação da concessionária de que o pedido teria perdido a utilidade.
Além disso, o Vasco argumenta que a Fla-Flu deveria ter recorrido por agravo interno, em vez de utilizar um mandado de segurança. A defesa do clube sustenta que a decisão de Ibrahim foi um novo pronunciamento individual, que poderia ser objeto de recurso, e que a ausência de suspensão automática no agravo interno não significa que não haja um caminho para pedir uma medida urgente.
O clube também retoma os números da transferência, informando que 46.014 ingressos foram comercializados, enquanto a capacidade liberada no Nilton Santos é de 44.661 espectadores. Isso representa uma diferença de 1.353 ingressos acima da capacidade indicada, sem considerar eventuais restrições operacionais e a separação das torcidas.
A petição ainda menciona que 308 profissionais de imprensa estão habilitados para o Maracanã, enquanto o Nilton Santos acomoda cerca de 130 entre cabines e tribuna. O Vasco argumenta que a mudança de estádio envolve muito mais do que apenas trocar o endereço, incluindo a acomodação do público, setores, acessos, possíveis reembolsos, cobertura jornalística, segurança e mobilidade.
Por fim, o clube contesta o uso do Flamengo x Botafogo, que ocorrerá no Maracanãzinho, como justificativa para impedir a semifinal no Maracanã. A defesa cita a cláusula 3.4 do Termo de Referência da concessão, que prioriza eventos de futebol dos calendários oficiais de FIFA, Conmebol, CBF e FERJ. O Vasco argumenta que não foi demonstrada a impossibilidade técnica de realizar os dois jogos e que, se houver incompatibilidade, devem ser avaliadas alternativas para o basquete, como transferência ou adiamento.
O clube também menciona manifestações da Polícia Militar e do Ministério Público que indicam o Maracanã como a opção preferencial para a semifinal, por questões de segurança, logística e mobilidade. Um ponto central da argumentação é que a capacidade do Nilton Santos não responde, por si só, à legitimidade da negativa da concessionária em liberar o Maracanã.
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