Fonte: X do jornalista José Américo/Vasco Connection
A Vasco SAF protocolou um agravo de instrumento no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, solicitando a suspensão imediata da decisão que determinou a intervenção judicial na empresa e o afastamento de membros do Conselho de Administração.
No recurso, a SAF esclarece que não está abordando, neste momento, o conflito societário entre o Club de Regatas Vasco da Gama e a 777 Carioca LLC. A empresa busca demonstrar que, após a implementação da intervenção, surgiram novos fatos que impactaram diretamente a operação do clube.
Entre os principais argumentos apresentados, a Vasco SAF afirma que a intervenção gerou insegurança entre patrocinadores, investidores, instituições financeiras, fornecedores, agentes, atletas e parceiros comerciais. Segundo a petição, várias negociações passaram a exigir novas análises jurídicas, resultando em atrasos contratuais e dificultando a captação de recursos em um período considerado crucial para a execução do plano de recuperação judicial.
O recurso também menciona que a situação se complicou após a renúncia da interventora Samantha Mendes Longo, apenas seis dias após assumir o cargo. A SAF argumenta que a mudança na intervenção, juntamente com a declaração de suspeição da magistrada responsável pelo caso e a nomeação provisória de novos administradores, intensificou a percepção de instabilidade na governança da empresa.
Outro ponto destacado é a proximidade da abertura da janela de transferências. A Vasco SAF aponta que a atual situação tem gerado questionamentos de clubes, empresários e representantes de atletas sobre a segurança jurídica e a capacidade financeira da companhia, o que pode prejudicar negociações essenciais para a formação do elenco.
Diante desse contexto, a SAF solicita ao Tribunal que conceda efeito suspensivo ao recurso, suspendendo a intervenção judicial e restabelecendo a composição original da governança até o julgamento definitivo do agravo. Como alternativa, caso a intervenção seja mantida, a empresa sugere a substituição do modelo atual por um monitor independente (“watchdog”), que teria a função de acompanhar os atos de gestão e informar o Judiciário sobre eventuais irregularidades, sem assumir a administração da companhia.
O recurso foi protocolado em 9 de julho de 2026 e será analisado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.
Fonte: X Atenção Vascaínos


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