O ex-atacante conquistou 12 títulos em São Januário e trouxe orgulho aos torcedores vascaínos com suas atuações na seleção brasileira. Ele é um dos cinco jogadores na história a marcar em duas finais de Copas do Mundo diferentes.
Na final de 1958, Vavá anotou os dois primeiros gols da vitória brasileira por 5 a 2 sobre a Suécia. Quatro anos depois, em 1962, ele marcou o terceiro gol na vitória por 3 a 1 contra a Tchecoslováquia. Vavá foi o primeiro jogador a marcar em duas finais de Copas do Mundo, feito que foi repetido apenas por Pelé, Zidane, Paul Breitner e Mbappé.
Neste domingo, quando Espanha e Argentina se enfrentam, às 16h (de Brasília) pela final da Copa do Mundo, apenas Lionel Messi poderá se juntar a essa seleta lista.
Vavá Quiz Copa — Foto: Reprodução
Vavá foi bicampeão do mundo com a seleção brasileira em 1958 e 1962, totalizando nove gols em Copas do Mundo, o que o coloca como o terceiro maior artilheiro da história da Seleção em Mundiais, ao lado de Ademir Menezes e Jairzinho, ficando atrás apenas de Pelé e Ronaldo.
Conhecido pelo oportunismo, Vavá compensava a falta de técnica de alguns companheiros, como Garrincha e Pelé, com sua determinação. Há relatos de que ele chegou a jogar com uma fissura no pé e frequentemente deixava o campo com as chuteiras danificadas. Por isso, “Peito de Aço” também ganhou o apelido de “Leão da Copa” após o bicampeonato mundial.
Vavá nos tempos de seleção brasileira — Foto: Reprodução
A história de amor com o Vasco
Natural de Recife, Vavá seguiu o caminho do conterrâneo Ademir Menezes, saindo do Sport para se tornar ídolo no Vasco, onde foi o sucessor de “Queixada” no ataque.
Ele chegou ao clube carioca em 1952 e rapidamente conquistou a torcida ao marcar o gol que garantiu o título estadual em uma vitória por 2 a 1 sobre o Bangu em sua estreia. Vavá permaneceu no clube até 1958, conquistando 12 títulos que tornaram o Vasco um multicampeão internacional.
Vavá é o sétimo maior artilheiro da história do Vasco — Foto: Reprodução
Ao todo, Vavá disputou 259 partidas com a camisa do Vasco, marcando 148 gols, o que o posiciona como o oitavo maior artilheiro da história do clube.
O ex-atacante faleceu em 2002, aos 67 anos, em decorrência de uma parada cardíaca. Dez anos após sua morte, o ge trouxe relatos de familiares e companheiros sobre o “Peito de Aço”, que manteve sua paixão pelo Vasco e pelo futebol até o fim de sua vida.
– Futebol foi até a hora de ele morrer. Ele ficava nos bares assistindo aos jogos, tomando um vinho espanhol. Ele adorava. Só falava nisso. Também comentava sobre os gols que havia feito, como era tratado, as concentrações, os treinadores. Ele tinha muito orgulho de tudo que viveu. As lágrimas vinham aos olhos quando falava sobre as Copas. Ele jogou com o coração – recordou, na época, Miriam Malizia Izídio Neto, viúva do ex-goleador.
Uma lacuna, no entanto, acompanhou Vavá até o fim: o desejo de ter treinado seu clube do coração, como revelou Evaristo de Macedo, amigo próximo do jogador:
– Nos últimos anos de vida, ele estava incomodado com isso. Não estava satisfeito, pois não teve uma grande oportunidade como treinador. Sentia falta disso. E, sendo vascaíno, muito vascaíno, o sonho dele era esse. Queria treinar o Vasco. Foi criado lá dentro – confidenciou Evaristo de Macedo.
Títulos de Vavá pelo Vasco
- Torneio de Paris (1957)
- Torneio Octogonal Rivadávia (1953)
- Troféu Teresa Herrera (1957)
- Torneio Rio-São Paulo (1958)
- Campeonato Carioca (1952, 1956 e 1958)
- Torneio de Santiago (1953 e 1957)
- Torneio Internacional do Rio (1953)
- Quadrangular de Lima (1957)
- Torneio Início (1958)
Fonte: ge
Pelé e Vavá se abraçam e comemoram segundo gol do Brasil contra Suécia na final da Copa do Mundo de 1958 — Foto: Keystone-France/Gamma-Keystone via Getty Images
Conversa da torcida
Sua opinião ajuda a fortalecer a torcida. Vale comentário curto, reação rápida ou até GIF.
Escolha um GIF
Seja o primeiro vascaíno a comentar esta notícia.
Torcida falando agora
Comentários recentes da comunidade em outras notícias e espaços do MeuVasco.