“Despedida do Chico em São Januário. Essa camisa foi minha quando criança. Virou dele e agora voltou pra mim cheia de sentidos. Casaca!”, expressou.
“Chico vive em São Januário. Vasco, você é gigante. Agradeço a todos que me disseram que estavam escrevendo para o clube para que essa homenagem acontecesse, desde amigos até milhares de seguidores. Agradeço ao Brunopsjr que conseguiu os ingressos para que pudéssemos ver a homenagem presencialmente. Chico aparecendo no telão de São Januário trouxe muita energia”, afirmou Cacofonias.
Em uma terceira postagem, o humorista compartilhou um relato sobre a conexão familiar com o Vasco. “Hoje é dia de Vasco. Hoje é dia de Chico. O Vasco para nós é uma cultura. Meu avô Aurélio acompanhava os jogos do Vasco desde que me lembro, até quando a velhice já não o permitia entender muito e ele comemorava até os gols que apareciam nos replays do intervalo”, começou.
Ele continuou: “Meu pai se tornou cada vez mais vascaíno nos anos 90, enquanto eu me empolgava com tudo que o Vasco fazia em campo. Já levei meu pai para jogos do Vasco e Manchester no Maracanã e o arrastei para a Força Jovem em várias partidas. Já vi meu pai ser levantado pela torcida após se machucar, com gritos de: ‘se machucou, tio?'”.
Vinicius Cacofonias completou: “Com o tempo, perdi a paixão pelo futebol. Chico nasceu pouco antes do último título que o Vasco conquistou em 2016. Comemoramos juntos a vitória, e pensei que ele traria sorte. No entanto, Chico nunca viu o Vasco ganhar um título. O último jogo que assistimos juntos foi a final da Copa do Brasil, e ele pediu para eu decorar seu quarto com o escudo de papelão que recebemos no jogo. Chico faleceu no dia em que preguei o escudo na parede do novo quarto dele”.
Por fim, Vinicius falou sobre o livro que escreveu sobre o Vasco:
“Chico e eu mantínhamos a tradição familiar de assistir aos jogos do Vasco. Cheguei a escrever e lançar um livro sobre o clube com uma história dedicada a ele. Eu me emocionava muito quando ele estava na casa da mãe e me mandava mensagens comentando as partidas. Era sua maneira de assistir aos jogos comigo à distância. Eu comemorava as vitórias abrindo uma cerveja, e, como Chico não podia beber, ele criou sua própria forma de comemorar. Ele dizia: pai, coloca 5 reais de robux para comemorar a vitória do Vascão. Hoje estarei em São Januário mantendo nossa tradição viva. Que eu brinde com 5 reais de robux, independentemente do resultado. Te amo, filho. Te amo, Vasco”, finalizou.
Fonte: Coluna Fábia Oliveira – Metrópoles
‘Chico vive’: menino morto em atropelamento na Tijuca recebe homenagem em São Januário
Francisco Farias Antunes, de 9 anos, que faleceu em um atropelamento junto com a mãe na Tijuca, Zona Norte do Rio, foi homenageado no telão do Estádio de São Januário, na noite de sábado (4). Torcedor do Vasco, sua foto foi exibida momentos antes do início do clássico contra o Botafogo.
Na arquibancada do estádio, estava o pai, o humorista e roteirista Vinicius Cacofonias, que, emocionado, agradeceu a homenagem. “Chico vive em São Januário. Vasco, você é gigante, obrigado. Agradeço a todos que me disseram que estavam escrevendo para o clube para que essa homenagem acontecesse”, declarou.
Vinicius também trouxe uma camisa do Vasco que era sua e que passou para o filho. Diante da perda de Francisco, ele ressaltou que a peça ganhou um novo significado. “Essa camisa foi minha quando criança, virou dele e agora voltou para mim cheia de sentidos”, comentou.
Fonte: O Dia
Francisco Farias Antunes, de 9 anos, foi homenageado no telão do Estádio de São Januário Reprodução/Redes sociais
Conversa da torcida
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