Há fotos que registram um momento. E há fotos que carregam uma história inteira.
📸 1997 — Vasco da Gama. Ano do tricampeonato brasileiro.
Caetano, Carlos Germano, TG Jair Bragança, Márcio Cazorla e eu.
Cinco profissionais reunidos em torno de uma posição que exige muito mais do que defender uma bola: demanda leitura, coragem, comunicação, tomada de decisão e compreensão do jogo.
Naquele período, era comum encontrar treinadores de goleiros que também haviam vivido a posição. Essa vivência trazia uma experiência singular para o processo de formação.
Embora ser ex-goleiro não seja uma condição obrigatória para se tornar um grande treinador, ter passado pela posição oferece uma perspectiva que dificilmente se adquire apenas de fora.
Sentir a pressão de um jogo, conviver com o erro, tomar decisões em frações de segundo, entender o momento certo de sair ou permanecer, organizar a defesa e lidar com a responsabilidade de ser a última linha são experiências que deixam marcas profundas.
Atualmente, essa realidade se tornou menos frequente.
Por isso, acredito que o desafio do treinador de goleiros que foi atleta é transformar sua experiência em conhecimento, metodologia e capacidade de ensinar, sem se prender ao passado.
A experiência abre portas. O conhecimento sustenta o trabalho. E a metodologia transforma experiência em desenvolvimento.
Refletir sobre essa foto, tantos anos depois, é também revisitar minha própria trajetória.
De goleiro a treinador de goleiros. Da experiência vivida à metodologia construída.
Continuo acreditando que o goleiro deve ser treinado para uma coisa acima de todas: decidir melhor, no tempo certo, dentro do jogo real.
Fonte: Instagram Joab Santos Albuquerque

Conversa da torcida
Sua opinião ajuda a fortalecer a torcida. Vale comentário curto, reação rápida ou até GIF.
Escolha um GIF
Seja o primeiro vascaíno a comentar esta notícia.
Torcida falando agora
Comentários recentes da comunidade em outras notícias e espaços do MeuVasco.