Agora, o próximo passo será a análise do pedido de efeito suspensivo pelo Tribunal de Justiça do Rio, que poderá decidir pela manutenção ou suspensão provisória da intervenção na SAF.
O agravo é considerado um passo crucial em um processo que se arrasta desde a saída de Pedrinho do comando da SAF. Na semana passada, o clube já havia solicitado à Justiça a revogação da decisão.
Em ambos os documentos, o Vasco argumenta que a intervenção resultou em uma “paralisia estrutural” e em uma crise institucional vivida pelo clube nos últimos dias. O pedido é pela suspensão imediata dos efeitos da decisão.
Bandeira do Vasco em São Januário — Foto: Matheus Lima/Vasco
Parte da defesa do Vasco se baseia em um relatório elaborado pela própria interventora, que foi protocolado junto à carta de renúncia. Nesse documento, foi destacado que existe uma “estrutura de gestão adequada para a condução da Companhia”, embora com algumas falhas pontuais na governança.
Um ponto relevante do relatório foi a identificação de um quarto membro no Conselho de Administração da SAF, além dos três conselheiros afastados. Esse membro é Alexandre Cordeiro, vice-presidente de Relações Institucionais do Vasco, que foi empossado no Conselho no último dia 10 de maio.
Com a saída de Samantha, a Justiça determinou que a gestão da SAF do Vasco, de forma emergencial, seria conduzida pela advogada Adriana Campos Conrado Zamponi e por Alexandre Cordeiro. Essa medida visa garantir a continuidade das atividades até que um novo juiz assuma o caso, o que deve ocorrer em breve.
Pedrinho e Admar Lopes, dirigentes do Vasco, em sorteio da CBF — Foto: CBF
Na petição, o clube afirma que a intervenção inviabilizou o funcionamento do Conselho de Administração. Segundo o documento, com o afastamento de três conselheiros, restou apenas um membro em exercício, o que impossibilita deliberações, enquanto o CRVG está impedido de indicar novos integrantes devido à decisão judicial.
No despacho protocolado na última sexta-feira, o processo ganhou um novo capítulo. A juíza Caroline Rossy Brandão Fonseca, que havia nomeado a intervenção na SAF, declarou-se suspeita para continuar à frente do processo, após “identificação de fatos supervenientes que comprometeriam sua permanência no caso”.
Bandeira do Vasco — Foto: Matheus Lima/Vasco
Em um novo despacho protocolado nesta segunda-feira, o juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira também se declarou impedido de julgar o caso. O processo será encaminhado para a 6ª Vara Empresarial, que decidirá os próximos passos da ação.
Paralelamente ao processo, o Conselho de Beneméritos convocou uma reunião com a diretoria administrativa na última sexta-feira para discutir a situação jurídica do Vasco, com a presença de Pedrinho. Em entrevista ao ge, o Presidente do Conselho afirmou que o encontro resultou em uma “união institucional”, mas também em um pedido por maior transparência na venda do futebol do clube.
O Vasco argumenta que a intervenção comprometeu negociações importantes durante a janela de transferências e dificultou a conclusão da venda da SAF para Marcos Lamacchia. O clube enfrenta um orçamento restrito neste momento e busca resolver a instabilidade judicial com urgência para facilitar a chegada do novo investidor.
Fonte: ge
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