Seu nome completo era Hércules Brito Ruas, escolhido por seu pai, Lenídio Ruas, ao vê-lo pela primeira vez pesando impressionantes cinco quilos. O vigor físico foi uma das características marcantes da carreira de Brito, que foi reconhecido pela OMS como o jogador com o melhor preparo físico da Copa do Mundo de 1970. Há até uma lenda que diz que ele quebrou um aparelho da academia durante os treinos para a Copa no México.
Brito, nos tempos de Vasco — Foto: Reprodução
Como verdadeiro vascaíno, Brito foi revelado em São Januário, onde começou sua trajetória em 1957, enfrentando a forte concorrência de Bellini e Orlando Peçanha nos primeiros anos. Após um empréstimo ao Internacional em 1958, ele conquistou o Torneio de Paris e retornou ao Vasco em 1959, aproveitando a saída de Bellini para se firmar na defesa. Durante uma década, Brito se tornou uma referência e capitão do time em um período desafiador para o clube.
Em 1963, Brito formou uma das duplas de zaga mais respeitadas do futebol brasileiro ao lado de Fontana. Conhecido por sua força e técnica, Brito se uniu a Fontana, que se destacou por sua dureza em campo, enfrentando até mesmo Pelé sem receios.
Brito e Fontana formaram uma das grandes duplas de zaga da história do Vasco — Foto: Reprodução
Fontana, conhecido como “Inimigo do Rei”, protagonizou disputas intensas que, em algumas ocasiões, resultaram em expulsões, especialmente em clássicos contra o Santos. Juntos, os defensores representaram o Vasco até 1968, quando Fontana se transferiu para o Cruzeiro.
Brito totalizou 405 partidas e marcou 11 gols em suas duas passagens pelo Vasco. Além do Torneio de Paris de 1957, ele conquistou a Taça Guanabara em 1965 e o Rio-São Paulo em 1966.
Seu desempenho e físico impressionante o levaram a ser convocado para a Copa do Mundo de 1966. No torneio seguinte, já atuando pelo Cruzeiro, Brito se destacou como titular em todas as partidas, conquistando o tricampeonato mundial com a Seleção Brasileira. Ele formou uma dupla histórica com Piazza, enquanto Fontana estava no banco de reservas. Ao todo, Brito vestiu a camisa da Seleção em 61 jogos, com 45 vitórias, 11 empates e cinco derrotas.
Brito com a camisa da Seleção — Foto: Reprodução
Com a morte de Brito, o futebol brasileiro se despede de mais um atleta da Seleção de 1970. Ele se junta a outros ícones como Félix, Carlos Alberto, Everaldo, Joel Camargo, Pelé e seu companheiro de Vasco, Fontana, que faleceu em 1980. O técnico da campanha, Zagallo, também faleceu em janeiro de 2024.
Fonte: ge
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