— Conseguimos realizar um planejamento eficaz, utilizando a Copa Rio como uma oportunidade de evolução para o time. Desde minha chegada em janeiro, essa competição foi fundamental para preparar a equipe para o Brasileiro A2, proporcionando minutos de jogo para todas as jogadoras e permitindo que compreendêssemos o modelo de jogo. Isso se refletiu na excelente campanha que estamos fazendo. Na Copa Rio, enfrentamos times da A1, e conseguimos integrar a equipe da melhor forma possível — analisou.
A próxima partida, marcada para sábado, contra o JC Futebol Clube, será especial, pois o time jogará em São Januário pela primeira vez em 2026.
— É essencial que possamos atuar em São Januário. Considerando toda a história do futebol feminino do Vasco, as atletas que já passaram por aqui e aquelas que estão fazendo essa campanha brilhante, é importante que o clube valorize isso e nos ofereça a oportunidade de jogar aqui, trazendo a torcida para nos apoiar — afirmou.
Rubens Franco, novo técnico do futebol feminino do Vasco — Foto: Reprodução
Este é o primeiro trabalho de Rubens em uma categoria profissional. Antes de assumir o Vasco, ele passou 18 anos na base do Grêmio e atuou na Seleção sub-15. Os resultados positivos demonstram que o técnico se sente preparado.
— Temos um grupo de trabalho muito bom, com uma comissão técnica completa que consegue desenvolver o trabalho. Cada um tem sua importância no dia a dia e no planejamento. A presença dessas pessoas facilitou bastante o nosso trabalho, permitindo que os resultados aparecessem rapidamente no Brasileiro A2.
A zagueira Vilmara também se emocionou ao falar sobre sua relação com o clube e o que ele representa para as atletas. Ela é uma peça fundamental da equipe e conta com a confiança do treinador.
— A identificação começou de forma pessoal. Assim que cheguei, me senti muito acolhida e sou completamente apaixonada por este clube. Cada vez que visto essa camisa, é uma emoção diferente, e sempre quero dar o meu melhor, porque este time merece, nós merecemos, assim como toda a comissão. É muito além do campo, há muitas pessoas que trabalham diariamente para nos ajudar. É emocionante para mim, pois me sinto parte disso. Falo sobre pertencimento, e me sinto muito pertencente ao Vasco. Esse carinho foi se construindo e sou completamente apaixonada pela Cruz de Malta.
— Isso me emociona muito, especialmente por ser negra. Saber que defendo um time que também luta contra o racismo e outras causas é muito importante, não apenas para nós, mas para que o público entenda que o Vasco não é apenas um time, mas uma grande instituição. Não é grande apenas pelo futebol, mas por todas as modalidades e tudo o que representa.
A atacante Layza Brum, de 22 anos, projetou o próximo confronto e analisou as necessidades da equipe em termos de postura e estratégia.
— O que mais ouvimos, não só do Rubens, mas de toda a equipe, é a importância da objetividade. Precisamos ser muito objetivas, pois sabemos que, ao jogar contra equipes que também são objetivas, podemos sofrer gols e perder oportunidades. Portanto, precisamos criar, começando da defesa, meio-campo e ataque, todos com o mesmo foco e objetivo.
Veja outros pontos da coletiva
RUBENS FRANCO
Relação entre departamento de futebol feminino e diretoria
— A relação parte mais da nossa gestão. Eles fazem a interface com a diretoria. Como temos uma rotina atribulada com demandas de campo e viagens, acabamos ficando um pouco à parte dessa gestão, que faz o meio de campo. No entanto, o apoio que recebemos é muito grande, e conseguimos identificar isso no dia a dia, especialmente agora com a oportunidade de jogar em São Januário.
Desenvolvimento de lideranças e São Januário
— Quanto mais lideranças tivermos dentro de campo, melhor. Muitas vezes, a comunicação não chega. Em um jogo com estádio cheio, com a torcida gritando, precisamos que as jogadoras tenham autonomia para resolver problemas. Trabalhar as jogadoras com potencial de liderança e comunicação facilitará meu trabalho, pois elas poderão resolver situações dentro do campo.
CT para o feminino
— Ter um CT exclusivo para nós é um ponto muito positivo. Com um espaço próprio, conseguimos trabalhar com horários que atendam nossas necessidades. Se considerarmos importante um treino de manhã ou à tarde, isso facilita nossa logística. Isso é fundamental para que possamos fazer as melhores adaptações dentro do calendário da competição.
Respeito ao adversário e estratégias
— Temos confiança na equipe, mas precisamos respeitar os adversários que disputam a competição. Cada jogo com a camisa do Vasco deve ser encarado como uma final. A representatividade do Vasco e do nosso trabalho exige que busquemos sempre o protagonismo e a evolução. Para isso, precisamos levar todos os jogos a sério e manter o comprometimento no dia a dia, respeitando os adversários, independentemente de sua posição na tabela. Já vimos resultados parelhos entre equipes de diferentes colocações. Hoje, a informação está acessível a todos, e todos conseguem enxergar o jogo e as alternativas das equipes. A análise é facilitada pela programação da competição, com muitos jogos sendo transmitidos na televisão, tornando difícil manter segredos para o adversário. Isso torna os jogos mais desafiadores.
— Atualmente, não é possível manter segredos, pois os vídeos dos jogos estão disponíveis. Independentemente da posição na tabela, já vimos equipes de baixo desempenho fazendo confrontos equilibrados contra equipes de alto desempenho. Tudo dependerá do plano estratégico e do comportamento da nossa equipe durante o jogo. Sabemos que, se uma ou duas jogadoras não estiverem em um bom dia, isso pode afetar a dinâmica. No entanto, nosso grupo está coeso e desenvolvendo um bom trabalho. Por exemplo, no nosso confronto contra o Itabirito, que está brigando na parte de cima da tabela, conseguimos um bom resultado fora de casa, com uma defesa sólida e um ataque eficaz. Temos a expectativa de fazer um bom jogo, mas isso dependerá muito da postura do adversário. Precisamos respeitar o Itacoatiara e nos esforçar ao máximo dentro de campo, seguindo nosso modelo de jogo e a estratégia que traçamos.
Nível das atletas e oscilação
— Em um grupo de alta qualidade, é natural que algumas jogadoras apresentem altos e baixos. O grupo compreendeu isso. Com muitas jogadoras talentosas, a semana dirá o que podemos oferecer em campo. Essa situação de merecimento já foi entendida. Conseguimos, com a estratégia da Copa Rio, observar todas as jogadoras e entender em qual função e posição elas podem atuar da melhor maneira. Isso facilitou a adesão do grupo ao nosso modelo de jogo.
Integração entre os departamentos
— Temos uma psicóloga do esporte na comissão, o que nos permite trabalhar de forma integral. Realizamos reuniões semanais para discutir adversários e planejar os próximos passos, otimizando as demandas de jogos e calendário. Nessas conversas, estabelecemos parâmetros para ajustes pontuais, pois, ao planejar com antecedência, conseguimos visualizar demandas futuras. Cada um fazendo sua parte, estamos otimizando as situações e desenvolvendo o melhor para as atletas, pois o objetivo é que elas sejam as protagonistas em campo.
— Nossa situação está bem alinhada entre a comissão, o departamento físico e o médico. Conseguimos traçar estratégias e, por isso, priorizamos ter um grupo de qualidade para rodar as atletas conforme a demanda. Com um grupo qualificado, podemos fazer essa rodagem de forma mais natural, e as atletas entendem bem nosso modelo de jogo, se comportando de acordo com suas características e funções em campo. Isso está sendo feito de maneira tranquila, pois todos os departamentos estão alinhados para executar o trabalho da melhor forma.
Mais sobre planejamento e próximo jogo
— Precisamos focar primeiro no jogo de sábado e, depois, começaremos a pensar na próxima rodada. É importante identificar as estratégias das equipes e trabalhar conforme o plano estratégico, que pode variar de um jogo para outro. Não podemos pensar na rodada seguinte antes de focar no Itacoatiara. Assim, passo a passo, conseguiremos trabalhar. O grupo já entende que haverá momentos na competição em que teremos que adaptar estruturas de jogo e estratégias. Um ponto forte para uma equipe que deseja alcançar grandes objetivos é a capacidade de adaptação às circunstâncias que o jogo e a rodada oferecem.
Impacto de jogadoras estrangeiras no grupo
— O impacto das jogadoras está relacionado à qualidade que elas trazem. Independente da nacionalidade, buscamos sempre atletas com bom comportamento e qualidade que possam oferecer o melhor desempenho em campo. Queremos uma equipe sempre protagonista e agressiva, como foi a história do Vasco, sempre buscando títulos e finais.
VILMARA
Integração com a base
— Temos contato com as meninas que estão integradas, e às vezes nos encontramos em São Januário. Algumas jogadoras do profissional que têm idade para a base sempre falam o quanto nos admiram e torcem por nós. Essa integração é muito importante, não só para nós, mas para elas também. Precisamos fazer o nosso melhor para que elas nos vejam como inspiração. As meninas são tranquilas e deixamos elas à vontade para serem quem são.
— Tento deixá-las o mais confortável possível, pois sei da responsabilidade de sair da base para o profissional. Às vezes, elas são relacionadas e há expectativa. Tento deixá-las tranquilas, pois erros acontecem, e o importante é pensar no que fazer a seguir.
LAYZA BRUM
Horário das partidas
— Às vezes, o horário é complicado. Às 15h, há dias em que o sol está intenso, o que afeta nosso físico e, consequentemente, o mental. Mas nos preparamos durante a semana e o ano. Sabemos que podemos lidar com as adversidades. Independente do horário, estaremos preparadas para jogar e desempenhar o nosso melhor.
Lei do ex no último jogo
— Estou vivendo um momento inesquecível na minha carreira. Fazer gol no Sport é gratificante. É a lei do ex, mas sempre respeito o Sport e a história que tenho lá. Estou aqui no Vasco, compreendo meu papel e espero continuar.
Trabalho fora de campo
— Muita gente vê apenas o que fazemos em campo, mas o que acontece fora dele também é importante. A fisioterapia, o controle de carga e a alimentação fazem diferença. Não adianta entrar em campo cansada ou lidando com problemas mentais, pois isso pode afetar nosso desempenho. O suporte que temos por trás é fundamental.
Parceria com Lourdes
— O segredo é nos entendermos. Misturamos um pouco, mas é importante ouvir e compreender. Troco informações com ela e recebo feedbacks, não apenas dela, mas de todas as jogadoras. Com a Lourdes, tenho conseguido me entender melhor.
Fonte: ge
Cruzmaltinas 1923 @crmaltinas1923
Hoje, uma zona mista foi realizada em São Januário, onde o treinador Rubens Franco e as atletas Layza Brum e Vilmara estiveram disponíveis para a imprensa. Yasmin Queiroz representou as Cruzmaltinas 1923 e acompanhou tudo!
Fonte: X Cruzmaltinas 1923

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