O entendimento entre Vasco e Fernando Seabra estava avançado, mas o Coritiba endureceu as negociações, informando que liberaria o técnico apenas mediante o pagamento integral da multa de R$ 4 milhões, conforme estipulado em contrato. O Vasco tentou negociar o valor em parcelas, enquanto o Coritiba exigia o pagamento à vista para formalizar a saída.
Dessa forma, Fernando Seabra não embarcou para o Rio de Janeiro na noite de quinta-feira, como era esperado, e decidiu ficar em Curitiba. Na sexta-feira, o treinador optou por desistir do acordo com o Vasco e continuar à frente do Coritiba.
Conforme apurou o ge, o treinador viajará com a delegação alviverde para Porto Alegre e comandará o time no jogo-treino contra o Internacional, programado para a manhã de sábado, no Beira-Rio.
Coritiba endureceu acordo
A negociação estava sendo considerada bem encaminhada. Na madrugada de quarta para quinta-feira, o empresário Hugo Magalhães, representante do treinador, compartilhou uma foto ao lado de Fernando Seabra, celebrando o acerto com o Vasco.
Fernando Seabra, treinador do Coritiba — Foto: JP Pacheco/Coritiba
A postura do Coritiba surpreendeu o Vasco, que já se preparava para contar com o treinador no Rio, dando continuidade ao processo de transição no comando técnico.
Nos bastidores, a avaliação é de que o clube paranaense decidiu levar a negociação ao limite. Amparado pelo contrato de Seabra, o Coritiba não pretende flexibilizar as condições de pagamento e reafirma que os termos para a saída do treinador foram claramente estabelecidos.
O Vasco desejava efetuar o pagamento em três parcelas. No entanto, a mensagem do Coritiba foi clara: sem o depósito do valor integral, a liberação não seria autorizada.
Vasco tentou costurar solução
Do lado vascaíno, o esforço se concentrou em encontrar uma alternativa financeira que possibilitasse a concretização do negócio. O empresário de Fernando Seabra participou das discussões para tentar evitar que o impasse inviabilizasse a transferência.
Entretanto, a situação esbarrou nas limitações financeiras do Vasco, que buscou ajustar a operação sem realizar o pagamento imediato dos R$ 4 milhões.
O entrave também impactou a comissão técnica de Seabra. Profissionais que estavam com acertos encaminhados para acompanhar o treinador no Vasco ainda aguardavam um desfecho e, assim como o comandante, ficaram sem definição sobre a viagem ao Rio.
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Fonte: ge
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