Durante a conversa, as filhas dos ex-jogadores compartilharam suas vivências como “nepo babies”, termo que se refere a filhos e filhas de celebridades, e comentaram sobre as polêmicas envolvendo seus pais, que formaram uma das duplas de ataque mais talentosas e controversas do futebol brasileiro. Apesar da rivalidade entre Romário e Edmundo, Dada e Carol, que são amigas, sempre mantiveram uma boa relação.
“Não dá para entender. Eles parecem crianças”, brincou Dada. “Eles estão de boa. Mas aí a gente vê uma briga na internet e descobre que não estão mais. Do nada, amigos novamente”, completou.
Ambas cresceram em meio ao futebol e têm lembranças distintas sobre como seus pais lidavam com a fama. Carol revelou que nunca viu Edmundo recusar um pedido para fotos. “Já vi ele levantar da mesa com comida na boca para tirar foto”, contou. Por outro lado, Dada recorda de um Romário menos disposto a essas situações: “Ele inventava uma desculpa e saía andando”, revelou.
Quando Luisa perguntou se crescer nesse ambiente influencia o amor pelo esporte, Carol afirmou que é difícil não ser assim. “Acho que influencia sim, não temos muita escolha. Em casa, meu pai [Edmundo] sempre assistiu futebol, programa de fofoca e novela”, ponderou.
Para Dada, essa influência foi além do amor pelo futebol e se tornou uma profissão. Romário lançou um canal esportivo e convidou a filha para participar, e ela aceitou mesmo sem experiência prévia: “Eu era fissurada por futebol”, contou.
As primeiras entrevistas de Dada foram com Ronaldo Fenômeno, Galvão Bueno e Neymar. “Já comecei lá na elite e, nesse início, eu estava super nervosa, as pessoas diziam que eu só estava lá por causa do meu pai [risos]”, recorda. Com o tempo, as marcas e os programas que vieram depois demonstraram o contrário.
Carol seguiu um caminho diferente. Formada em Publicidade e Propaganda, atualmente está cursando Medicina e deseja se especializar em anestesiologia. “Ela está estudando para ser uma ‘nepo’ que trabalha”, brincou Luisa.
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Relembre as tretas
Ídolos do futebol, Edmundo, de 55 anos, e Romário, de 60, brilharam nos gramados entre as décadas de 1980 e o fim dos anos 2000, quando ambos se aposentaram. A relação entre eles sempre foi marcada por rivalidade, impulsionada por suas personalidades explosivas.
Os conflitos começaram na década de 1990, quando ambos buscavam destaque no esporte, com provocações frequentes na imprensa. Em 1999 e 2000, a tensão aumentou enquanto jogavam no Vasco, com fontes internas afirmando que a convivência era insustentável.
Em 1999, Romário declarou a uma revista: “Agora a corte está toda reunida: o rei sou eu, o príncipe é você e o bobo da corte é o Edmundo”. Essa declaração deteriorou ainda mais a relação entre eles.
Na Copa do Mundo de 1998, apesar de não terem jogado juntos, a rivalidade persistia. Romário foi cortado antes do torneio devido a uma lesão, e Edmundo acabou se destacando, complicando ainda mais a relação entre os dois.
“A gente se fala, mas não é uma amizade de frequentar a casa um do outro”, já comentou Edmundo sobre a situação. Ambos já se elogiaram em entrevistas, demonstrando um tom amistoso que parece ter superado a rivalidade de décadas.
Edmundo e Romário em 2000, quando jogavam pelo Vasco — Foto: Getty Images
Fonte: Quem – Globo.com
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