Fla-Flu Serviços apresentou uma nova petição no plantão do TJRJ, neste domingo (11), buscando impedir que o Vasco recupere a autorização para enfrentar o Boca Juniors no Maracanã, em 20 de outubro, pela semifinal da Sul-Americana.
A administradora solicita à desembargadora Suely Lopes Magalhães que rejeite a reconsideração apresentada pelo clube. É importante destacar que o documento é uma manifestação da Fla-Flu e não uma nova decisão judicial.
A petição argumenta que o Vasco protocolou a reconsideração às 22h16 de sábado (10), último dia do prazo para comunicar o estádio. A Fla-Flu sustenta que, como a resposta foi apresentada no dia 11, o pedido perdeu seu objeto. Contudo, não há uma manifestação formal da Conmebol que afirme que a mudança de local seria impossível.
A administradora também questiona dois números apresentados pelo Vasco: 11.446 ingressos em uma manifestação anterior e 46.014 no pedido posterior. Alega que a liminar que suspendeu a autorização foi concedida às 14h05 e que comunicou o clube imediatamente após essa decisão.
Além disso, a Fla-Flu critica a comprovação do total de ingressos divulgados pelo Vasco, acusando o clube de tentar criar um “fato consumado” com a venda dos bilhetes. No entanto, a petição não demonstra, por si só, que os números sejam falsos ou quando cada ingresso foi vendido, o que requer registros da comercialização com os respectivos horários.
A empresa defende que o Estádio Nilton Santos tem condições de receber a partida, citando um ofício da Secretaria de Estado de Polícia Militar e a possibilidade de separar as torcidas, além da infraestrutura de transporte disponível. Alega ainda que a decisão que suspendeu o uso do Maracanã já considerou questões de segurança e mobilidade, incluindo a realização de um jogo de basquete entre Flamengo e Botafogo no Maracanãzinho no mesmo dia.
A Fla-Flu argumenta que o Vasco repetiu argumentos sem abordar os fundamentos processuais da suspensão, especialmente a necessidade de ouvir previamente a administradora. A empresa também apresenta uma captura de tela do site da Conmebol sem indicação do estádio, concluindo que a entidade já teria se ajustado à indisponibilidade do Maracanã. Contudo, uma página sem o nome do local não comprova uma posição formal e definitiva da Conmebol.
O pedido final da Fla-Flu é para que a Justiça mantenha a suspensão e ainda tenta atribuir ao Vasco a responsabilidade pelas consequências da reorganização da partida. Este documento não traz o julgamento da reconsideração, portanto, não permite afirmar uma nova derrota do Vasco nem o encerramento da disputa pelo Maracanã.

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