Através de nota, o Flamengo criticou o que chamou de interferência do Ministério Público do Rio de Janeiro na definição dos estádios onde ocorrem os jogos no estado. A manifestação do clube se deu após uma recomendação do MP para que o consórcio Fla-Flu cedesse o Maracanã ao Vasco da Gama, que enfrentará o Boca Juniors no dia 20 de outubro, às 21h30, pela semifinal da Copa Sul-Americana.
No documento, o Flamengo expressou sua preocupação com a tentativa do Ministério Público de influenciar a escolha do local das partidas. O clube reconhece e respeita o papel constitucional do MP, mas defende que o respeito às instituições também envolve a observância dos limites e atribuições de cada uma delas. “Se os órgãos responsáveis atestam tecnicamente as condições para a realização de uma partida, cabe perguntar: com base em qual competência técnica o Ministério Público pretende desconsiderar esses laudos e substituir a avaliação de quem efetivamente responde por essa atribuição?”, questionou o Flamengo.
O clube enfatizou que não cabe ao Ministério Público decidir onde os clubes devem mandar seus jogos e pediu que, caso existam elementos técnicos que invalidem os laudos apresentados, estes sejam demonstrados de forma objetiva. O Flamengo reafirmou seu compromisso com a segurança, o cumprimento das regras e o respeito às competências institucionais.
A recomendação do MP menciona uma manifestação técnica da Polícia Militar contrária à realização da partida em São Januário, citando questões de segurança. Além disso, o pedido considera a capacidade, a mobilidade urbana e a organização dos fluxos de chegada e saída das torcidas em ambos os estádios.
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