A bola e o acaso: americanos acordam, trocam o CEO da SAF e tentam pacificar o Vasco
Indesejado pela direção associativa, Luiz Mello dividiu o clube, fez má gestão e saiu como vilão
Por mais eficazes que sejam as ferramentas de gestão criadas pela tecnologia, ainda não é possível virar as costas para antigos clichês. Em um deles parece começar a fazer sentido para os americanos da 777, majoritários na Vasco SAF. Convencido de que “o olho do fazendeiro é que engorda o gado”, Josh Wander, o principal executivo da empresa, aceitou os argumentos da diretoria associativa e afastou Luís Mello do cargo de CEO, remanejando-o dentro de sua estrutura internacional. Resta ver se há tempo para os efeitos da mudança chegar ao time que é lanterna da Série A.
O executivo, que era o poder máximo na nova estrutura, não tinha relação com o presidente do Vasco e isso dividiu e enfraqueceu a gestão. Mello foi contratado por Jorge Salgado em 2020 para atuar como um CEO do clube e foi peça estratégica na criação da SAF. Mas esteve perto de ser demitido ao ser mal avaliado por vice-presidentes, em meio às discussões com a 777 Partners para a venda de 70% das ações. Ao ser escolhido pelos americanos para ser o CEO da SAF, deflagrou uma crise interna.
Lúcio Barbosa, que cuidava das finanças, ocupará a função (ao que tudo indica, temporariamente) e a escolha foi vista como passo vital para a união entre o clube e a SAF. Mello, por mais bem preparado que fosse em ternos acadêmicos, não tinha o peso para gerir a empresa cuja missão é representar o futebol de uma instituição centenária, com 20 milhões de apaixonados. Basta ver as contratações medíocres que fez na composição dos quadros da gestão dos negócios do clube.
E aqui não falo apenas de Paulo Bracks, o advogado que assumiu o departamento de futebol, gastou R$ 117 milhões na formação do elenco e não conseguiu montar um time. Tem a assinatura de Luiz Mello a contratação de Caetano Marcelino, um jovem funcionário do Marketing do Flamengo, sem relevância no mercado, para a gestão comercial de um Vasco que, para seu histórico momento de transformação, precisava de um profissional com abertura em grandes empresas.
Custo a crer que uma SAF com orçamento bianual, estabelecido em contrato, de R$ 360 milhões tenha dificuldades para encontrar no mercado um executivo de ponta. Alguém que consiga enxergar que o clube precisa de craques em suas quatro pastas vitais: futebol, finanças, comercial e jurídica. Os demais acompanham a média. Mas estes têm de estar entre os melhores nomes do mercado. Lembrem-se de Ferran Soriano: “A bola não entra por acaso…”
Fonte: Gilmar Ferreira – Blog Futebol coisa & tal
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