A 777 Partners pagou, com atraso de mais de um mês e com juros, o segundo aporte devido ao Vasco, no valor de R$ 120 milhões. Motivo de alívio para a diretoria do clube, que ficou com o “pé atrás” por causa de notícias negativas sobre a empresa na mídia internacional.
Em entrevista ao “Futbolaço Podcast”, na noite da última segunda-feira, o presidente Jorge Salgado admitiu preocupação com o episódio. O clube associativo chegou a preparar uma notificação contra a 777 pouco antes de receber os cerca de US$ 7,5 milhões (R$ 36 milhões) que restavam do segundo aporte. O dinheiro caiu na conta no dia 10 de outubro – um mês e cinco dias após o combinado.
– Tem saído muito matéria a respeito da 777. Acho que as matérias descambam um pouco para o sensacionalismo, do ponto de vista de não conseguirem exatamente provas suficientes para dizer isso ou aquilo. São tudo elucubrações. Qual é o comportamento da 777 com o Vasco? Ela teve um compromisso inicial de aportar R$ 70 milhões. Aportou? Aportou. No mesmo ano ela tinha que colocar R$ 120 milhões. Colocou? Colocou. Esse ano tinha que colocar R$ 120 milhões. Colocou? Colocou. Atrasado – disse Jorge Salgado, que completou:
– Isso me preocupou muito, porque coincide com o noticiário. Saiu na primeira página do The New York Times uma matéria muito ofensiva à 777, (veículo com) muita credibilidade, e a gente fica muito preocupado com o noticiário que vem lá de fora. Eles atrasaram, fiquei mais preocupado ainda. Isso afeta a credibilidade da empresa lá fora. Você não pode ser uma empresa que está mal falada na mídia. A gente ficou super preocupado, mas nosso contrato tem uma salvaguarda muito forte com relação à inadimplência. A gente retoma a participação acionária por R$ 1 mil.
O prazo combinado em contrato para o depósito era 5 de setembro, mas havia uma carência de 30 dias para que a 777 pagasse o Vasco. Portanto, 5 de outubro foi o prazo final. Nesse dia, a diretoria do clube se reuniu, analisou diversos cenários e procurou informações com o diretor geral da SAF, Lucio Barbosa. O clima geral era de apreensão, surpresa e desapontamento com o atraso. No fim do dia, a empresa pagou uma parte do que devia, mas continuou inadimplente.
No dia 10 de outubro, horas antes de a 777 ficar em dia com o Vasco, o “The New York Times” publicou um artigo destrinchando a situação da empresa americana. O clube só foi receber o dinheiro à noite, e o noticiário aumentou a ansiedade ao longo do dia.
O próximo aporte da 777 está previsto para 5 de setembro de 2024, no valor de R$ 270 milhões. A cada vez que deposita uma parte da grana, a empresa adquire mais ações da SAF vascaína. No momento, com os dois primeiros aportes, o grupo é dono de 31% do futebol do clube.
Fonte: ge
Conversa da torcida
Participe da discussão sobre essa notícia.
Seu e-mail fica privado
Seu e-mail não aparece publicamente. Ele é usado apenas para identificar seu comentário e, se necessário, contato do site.
Entre para comentar com seu avatar. Você volta para este post automaticamente.
Crie sua conta em segundos. Você volta para este post automaticamente.