O atacante Rayan, que se tornou o sexto jogador mais jovem a representar a Seleção em Copas do Mundo, concedeu uma entrevista coletiva nesta sexta-feira, em Nova Jersey. Ao ser questionado sobre seus pontos fortes na competição, o ex-jogador do Vasco destacou sua contribuição defensiva e a orientação do técnico Carlo Ancelotti para que a equipe priorize a marcação.
– Como todos podem observar nos jogos, minha evolução defensiva tem sido significativa desde o ano passado. Ele nos orienta a focar na marcação antes de qualquer outra coisa. Essa parte é crucial para quem atua mais próximo ao gol. Como demonstrado no gol do Vini, onde consegui pressionar o zagueiro da Escócia. Acredito que, contra o Japão, isso funcionará bem.
Rayan coeltiva seleção — Foto: Cahe Mota
Com a fase de mata-mata se aproximando, a necessidade de um time mais focado se intensifica. Rayan reconhece essa realidade, mas demonstra confiança na qualidade do elenco brasileiro.
– Sabemos que, na fase de grupos, um erro pode ser corrigido, mas agora é tudo ou nada. O Japão é uma equipe qualificada, mas temos um grupo excepcional. O Vini já conquistou a Bola de Ouro (na verdade, o prêmio “The Best”, da FIFA) e tem sido um grande apoio para nós. Estamos cientes de que será um jogo desafiador, mas nos empenharemos para dar o nosso melhor e conquistar a vitória.
O Brasil se prepara para enfrentar o Japão na próxima segunda-feira, às 14h (horário de Brasília), pela segunda fase da competição.
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Qualidades do Japão
– Estamos cientes das qualidades do Japão, que possui muitos jogadores talentosos, mas daremos o nosso melhor para garantir a vitória.
Apoio ao povo venezuelano e orgulho de defender a Seleção desde a base
– Quero expressar meu apoio ao povo da Venezuela. Há um ano e meio, joguei o Sul-Americano Sub-20 lá. Reconhecemos a importância das seleções de base e temos muito orgulho de representar nosso país. Essas seleções são fundamentais para nosso desenvolvimento.
Vini tem te ajudado a crescer?
– O Vini é uma peça chave para nós, vivendo uma fase incrível. Ele, Matheus Cunha e Neymar têm me ajudado a ganhar confiança. O treino neste horário foi para nos acostumarmos ao calor e às condições.
Acha que precisa ser mais frio diante do gol?
– Sim, acredito que o gol surgirá naturalmente. Estou focado em contribuir para o grupo, tanto defensiva quanto ofensivamente. Trabalho bastante nas finalizações, tanto próximas quanto distantes do gol. Quando acontecer, será um gol especial.
Pedido de Ancelotti aos homens da frente para marcarem forte
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– O Ancelotti enfatiza muito a importância da marcação iniciada pelos atacantes. No final do jogo, o cansaço pode influenciar, mas ele sempre nos lembra que a parte defensiva é prioridade, o que também nos ajuda na ofensiva.
Importância de Diniz na carreira dele
– Diniz sempre será como um pai para mim, alguém que me ajudou muito, especialmente na minha parte defensiva. Ele me liga quase todos os dias (risos). Sempre o levarei no coração, pois ele foi fundamental na minha trajetória.
Presença dele em álbuns de figurinhas e no videogame
– Recebo muitas fotos e montagens com minha figurinha. Os torcedores demonstram muito carinho por mim. As coisas aconteceram rapidamente na minha vida. Sou grato a Deus por estar vivendo esse momento, jogando uma Copa com apenas 19 anos. É um orgulho para mim, minha família e minha comunidade. Representar meu país é uma grande honra.
O que Ancelotti pede quando Vini afunda?
– Sabemos do que Vini é capaz. Quando ele está com a bola, procuramos nos aproximar da área, pois seu um contra um é muito forte. Eu também tenho essa habilidade, podendo jogar para o meio ou para a linha de fundo, criando oportunidades para o Cunha ou o Vini. O que o Ancelotti pede é o mesmo, independentemente de quem estiver com a bola.
O que passou pela cabeça e de onde tirou a frieza para estar em campo
– Estou vivendo um sonho ao estar aqui na Copa, com apenas 19 anos (risos). Entrei no estádio relembrando tudo o que passei, jogando pela primeira vez como titular em uma Copa. É um sentimento de grande orgulho. Ao entrar em campo, busco ser o mais natural possível, pois sei que as coisas fluirão.
O que acha que fez para convencer o Ancelotti?
– Acredito que o trabalho diário conta muito. O que fazemos nos treinos e fora deles é observado pelo Ancelotti. Nessas duas convocações, dei o meu máximo e ele me deu essa oportunidade, que soube aproveitar.
Acha que as mudanças de escalação mostram a força desse elenco?
– Com certeza. Nosso grupo é forte, com jogadores qualificados. A entrada ou saída de um jogador não altera a qualidade do time. O Ancelotti escolhe os melhores para cada momento, e isso tem funcionado bem. Vamos continuar trilhando esse caminho.
Tem comparação de quando estreou pelo Vasco aos 16 anos com a estreia pela Seleção em Copas do Mundo?
– São dois sonhos que não sabemos se viveremos de verdade. Desde criança, trabalhamos para chegar a esse momento. Quando estreiei no Vasco, senti um orgulho imenso, sabendo do que passei. Estrear pela Seleção é um sentimento de grande honra, um sonho de infância. Muitos jogadores representaram bem a Seleção, e agora é minha vez de aproveitar ao máximo e buscar o hexa para o Brasil.
Sobre o papel do Bournemouth na convocação para a Copa
– O clube foi fundamental para mim. A assessora do clube esteve presente no jogo, demonstrando carinho e apoio. A Premier League também me ajudou, pois cheguei lá em boa forma, contribuindo para que meu clube participasse de uma liga europeia. O clube teve um papel importante na minha convocação.
Papel de Andoni Iraola, que foi técnico de Rayan no Bournemouth
– Ele também foi muito importante. Desde que cheguei, ele conversou comigo semanalmente, prometendo me ajudar a chegar à Seleção brasileira, e isso se concretizou. Fiquei feliz em trabalhar com ele e acredito que terá sucesso no Liverpool.
Jogador mais perigoso e ponto forte e ponto fraco do Japão
– (risos) Não sei dizer quem é o jogador mais perigoso deles, apenas assistindo aos vídeos. Mas sei que é uma equipe muito qualificada e forte, e vamos trabalhar duro para garantir a vitória.
Tem noção de onde pode chegar?
– Não sabemos até onde podemos ir. Acredito que, com trabalho árduo na Seleção e no meu clube, um dia Deus realizará nosso sonho.
Aniversário de Igor Thiago
– Thiagão disse que viria, mas acho que acabou dormindo (risos). Eu e Endrick estamos sempre com ele, e ele nos ajuda bastante. É um grande amigo que fiz aqui na Seleção. É uma pessoa incrível.
Sobre posicionamento e marcação de pressão no lance do gol
– O Mister nos fornece muitos vídeos do time adversário que iremos enfrentar. Nos treinos, praticamos bastante a pressão. Estamos muito conectados durante o jogo, o que nos ajuda a ter sucesso. No primeiro gol, isso funcionou bem. O mérito é do Mister e da comissão técnica, que se dedicam muito durante a semana, passando vídeos e treinando, e nós trabalhamos duro para que tudo dê certo no jogo.
Fonte: ge
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