Os primeiros jogos foram marcados por vaias, cobranças intensas no centro de treinamento e pouca paciência por parte da torcida, refletindo a dificuldade de adaptação de alguns atletas. O desempenho aquém do esperado de muitos deles contribuiu para as oscilações do time no Campeonato Brasileiro. A equipe, sob o comando de Renato Gaúcho, encerrou o primeiro semestre na zona de rebaixamento, ocupando a 17ª posição com 20 pontos.
O ge elaborou um balanço sobre o conturbado primeiro semestre dos reforços contratados para 2026.
Marino Hinestroza
Marino Hinestroza era um dos reforços mais esperados, mas não conseguiu atender às expectativas. O colombiano enfrenta uma relação complicada com a torcida, especialmente após os xingamentos e cobranças na entrada do CT, no final de maio. Além disso, houve desgaste com Renato Gaúcho, principalmente após comentários do treinador sobre a adaptação dos colombianos ao futebol brasileiro.
O jogador custou cerca de R$ 30 milhões e participou de 18 jogos, sendo apenas cinco como titular, sem contribuir com gols. A avaliação do departamento de futebol do Vasco indica que a decisão de utilizá-lo logo no início foi precipitada, assim como ocorreu com Brenner. Ambos chegaram ao CT Moacyr Barbosa após um longo período de férias. Desde então, Marino tem enfrentado dificuldades para se firmar no time e perdeu espaço na disputa pela titularidade na ponta direita.
Marino Hinestroza em ação pelo Vasco contra o Olimpia — Foto: Matheus Lima/Vasco
Brenner
O atacante não conquistou a simpatia da torcida e tem sido alvo de vaias desde sua estreia no Campeonato Brasileiro. Essa relação desgastada se deve ao número elevado de chances perdidas. Contratado para ser titular, Brenner não conseguiu se firmar e frequentemente aparece no banco de reservas. O início sob o comando de Renato Gaúcho foi promissor, com dois gols nos primeiros cinco jogos, mas desde então não balançou as redes em 11 partidas.
Dentro do clube, a expectativa é recuperar o jogador durante a pausa da Copa do Mundo. Adquirido por cerca de R$ 30 milhões, o Vasco não planeja se desfazer dele e acredita que pode retomar seu bom desempenho para ajudar na sequência da temporada. Até o momento, Brenner disputou 24 jogos, sendo 11 como titular, e anotou três gols.
Brenner lamenta pênalti perdido em Vasco x Barracas Central — Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
Saldivia
O uruguaio também enfrenta uma relação desgastada com a torcida. O defensor apresentou oscilações desde os primeiros meses e foi muito vaiado na derrota por 3 a 0 para o Bragantino, o penúltimo jogo em São Januário antes da pausa para a Copa do Mundo, quando cometeu erros decisivos que resultaram em gols sofridos.
Saldivia é o jogador que mais minutos atuou entre os seis reforços (1897), o que é esperado para um zagueiro. No entanto, suas atuações ruins colocaram sua titularidade em dúvida após ter iniciado ao lado de Robert Renan nos primeiros jogos sob Renato Gaúcho. O clube busca um novo zagueiro pela direita, já que tanto Saldivia quanto Cuesta não conseguiram se firmar na posição. O uruguaio participou de 20 jogos até agora, com três gols contra.
Gol contra de Saldivia, do Vasco, contra o Coritiba — Foto: Hedeson Alves/AGIF
Spinelli
Spinelli foi contratado como substituto de Vegetti, após um excelente ano no Independiente del Valle. Ele é um dos artilheiros do Vasco em 2025, com cinco gols, ao lado de Puma Rodríguez e Thiago Mendes. O argentino demonstra muita garra em campo, mas apresenta deficiências técnicas em algumas jogadas.
Não foi contratado para ser a solução no ataque, que contava inicialmente com Brenner como titular. A dificuldade de ambos para se firmar resultou em um rodízio constante na posição, com David também sendo escalado como referência em muitos jogos. Spinelli já disputou 22 partidas, sendo 11 como titular, e acumulou cinco gols e uma assistência.
Spinelli, Vasco x Atlético-MG — Foto: Matheus Lima/Vasco
Rojas
Rojas é um dos poucos reforços que não enfrentaram críticas da torcida neste semestre. Sua adaptação ao futebol brasileiro foi rápida, e ele teve um bom início, consolidando-se como titular durante a passagem de Fernando Diniz. Com a saída inesperada de Coutinho, o colombiano elevou seu status no Vasco e assumiu a camisa 10.
Atualmente, Rojas é o líder em assistências do Vasco em 2025 e também marcou dois gols. Sob o comando de Renato, ele é frequentemente escalado como titular, mas, aos 23 anos, ainda é visto como um jogador em desenvolvimento, que pode contribuir ainda mais ao corrigir algumas deficiências, especialmente na fase defensiva.
Johan Rojas em ação pelo Vasco — Foto: Matheus Lima/Vasco
Cuiabano
Após um período de recuperação física, Cuiabano teve um impacto imediato na equipe a partir de sua estreia, que coincidiu com o primeiro jogo de Renato Gaúcho no comando do Vasco. O lateral teve um início impressionante, com quatro assistências e um gol nos primeiros quatro jogos.
Ele aproveitou as oscilações de Piton para garantir a titularidade na lateral esquerda. No entanto, antes da pausa no calendário, Cuiabano sofreu uma lesão na coxa que o afastou por quase um mês. Retornou nos últimos três jogos, mas claramente sem ritmo de jogo, apresentando um desempenho abaixo do que mostrou no início. Até agora, disputou 14 jogos, com um gol e quatro assistências.
Cuiabano em ação pelo Vasco — Foto: Matheus Lima/Vasco
Fonte: ge
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