Renato Gaúcho comenta outros pontos da coletiva após Vasco 0 x 1 Atlético-MG

Renato Gaúcho discute diversos assuntos abordados na coletiva após a partida entre Vasco e Atlético-MG, que terminou em 0 a 1.

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Renato diz que Pedrinho está “correndo atrás de dinheiro” para reforçar o Vasco

O técnico Renato Gaúcho deixou mais uma vez o estádio sob vaias da torcida do Vasco, em São Januário, após a equipe sofrer uma derrota. Neste domingo, o time entrou na zona de rebaixamento do Brasileirão ao perder por 1 a 0 para o Atlético-MG, em partida válida pela 18ª rodada.

— Comigo, esse grupo conquistou 19 dos 42 pontos disputados. É uma campanha muito boa. Infelizmente, o Vasco não começou bem o campeonato. Está na zona de rebaixamento com 20 pontos, mas há três ou quatro clubes com 21 pontos, e outros com 22. O clube que está em nono lugar tem apenas três pontos a mais do que a gente. A situação está bastante embolada (…) O campeonato está equilibrado nessa parte da tabela, e infelizmente vamos continuar na zona durante a pausa para a Copa.

— Hoje, o Vasco permanece na zona, mas está apenas um ponto atrás dos que estão fora. Fico triste pela nossa torcida, que fez um grande espetáculo hoje, mas há momentos em que é necessário algo a mais. Espero que, nesse intervalo, todos possam refletir sobre o que fizeram, o que não fizeram e o que podem fazer.

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Renato Gaúcho, em entrevista coletiva do Vasco depois de derrota para o Atlético-MG — Foto: Sérgio Santana/geRenato Gaúcho, em entrevista coletiva do Vasco depois de derrota para o Atlético-MG — Foto: Sérgio Santana/ge

O desempenho do Vasco na partida foi abaixo do esperado, com muitos erros e oportunidades perdidas. O descontentamento da torcida se intensificou após o apito final, com gritos de “time sem vergonha” e vaias.

Na coletiva, o planejamento para o restante da temporada, a pausa durante a Copa e a possibilidade de contratações foram abordados. O treinador se esquivou de comentar sobre novos reforços.

— Essas perguntas devem ser direcionadas ao presidente do clube. Converso bastante com o Pedrinho, que se dedica muito ao Vasco. Na última conversa, ficamos duas horas em reunião, então compartilho com ele e com o Admar o meu pensamento (…) Entendo a situação do clube, que não consegue agir muito devido à falta de recursos. O presidente está buscando soluções.

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Análise do jogo

— Começamos bem, não faltou entrega da equipe. Criamos algumas oportunidades no início, mas não conseguimos aproveitá-las. Em uma bola parada, sofremos o gol, e a pressão aumentou. Precisamos nos expor mais, abrir o time e atacar o adversário. Criamos algumas situações, mas não conseguimos empatar. O Atlético teve poucas chances, mas foi eficiente e marcou. Nós tivemos oportunidades, mas não conseguimos convertê-las.

Planejamento para o período sem jogos e possibilidade de contratações

— Essas perguntas devem ser feitas ao presidente do clube. Converso bastante com o Pedrinho, que se dedica muito ao Vasco. Na última conversa, ficamos duas horas em reunião, então compartilho com ele e com o Admar o meu pensamento. Buscamos sempre o melhor para todos e para o Vasco. A situação financeira é delicada, e o presidente está buscando soluções. Vamos aguardar o desfecho das negociações.

Posição de Pedrinho e promessas feitas à comissão técnica

— Algumas questões precisam ser tratadas diretamente com o presidente. Quando digo que devem perguntar a ele, é porque vocês questionam sobre contratações. Ninguém contrata sem dinheiro. O presidente é quem pode responder sobre a situação financeira e está dialogando para buscar recursos. As abordagens são diferentes com ou sem dinheiro.

Vasco precisa buscar um atacante na janela? Bruno Lopes e Zuccarello são opções?

— São jogadores que fazem parte do grupo. O primeiro passo é ver se o presidente consegue fechar o contrato. A partir daí, discutiremos o que pode ser feito. Se não houver recursos, continuaremos com o elenco atual e buscaremos opções na base, mas não posso fazer milagres. Por isso, as perguntas sobre contratações devem ser direcionadas ao presidente.

Controle de carga de jogadores

— Falo frequentemente para esse grupo: na minha época, isso não existia. Eles têm todas as condições, e eu os cobro diariamente. Estão em um grande clube, com uma torcida apaixonada, salários em dia e todas as facilidades. Se não se dedicarem em campo, estão na profissão errada. Essa é a realidade do futebol atual. Alguns clubes têm elencos grandes e podem poupar jogadores, mas nós temos um grupo reduzido. É uma geração que foi moldada nos últimos anos e não mudará. Precisamos nos adaptar a isso. Sou um dos últimos que cobra deles diariamente para que entendam a realidade do futebol brasileiro. Falo para que conversem com suas famílias e valorizem o que têm hoje. Mas essa é uma situação comum em outros clubes também. O futebol evoluiu, e às vezes o treinador se empolga, cobra demais e acaba errando.

Metas da temporada

— Procurei seguir o planejamento. Disputamos três competições e nos classificamos na Sul-Americana e na Copa do Brasil. A porcentagem de aproveitamento desde minha chegada é boa. O clube à nossa frente tem um ponto a mais. Se tivéssemos conquistado mais um ou dois pontos, o Vasco estaria fora da zona de rebaixamento, mas o Campeonato Brasileiro é exigente. Antes, o Vasco conquistou apenas um ponto em 12, e desde minha chegada, a equipe tem lutado contra as dificuldades. Temos jogos a cada três dias e precisamos poupar jogadores pensando no Brasileiro. Hoje, o Vasco continua na zona, mas está apenas um ponto atrás dos que estão fora. Fico triste pela nossa torcida, que fez um grande espetáculo hoje, mas é necessário algo a mais. Espero que todos possam refletir durante essa pausa sobre o que fizeram, o que não fizeram e o que podem fazer.

Brenner e jogadores em baixa

— Sempre converso com todos, ofereço apoio e busco corrigir e aprimorar o desempenho de cada um. Minha parte eu faço. Os jogadores estão se dedicando, mas há momentos em que as coisas não acontecem. Lembro a eles que o futebol é sobre vencer. Quando ganham, tudo está bem; quando não ganham, a crítica é intensa. Isso faz parte da cultura. Os jogadores se dedicam, e quem entra em campo são eles. Fazemos tudo por eles, oferecemos suporte físico, técnico e tático, mas, infelizmente, às vezes o jogador não está em boa fase.

Piton, Brenner e Saldivia fora do banco

— O Brenner fez tratamento no joelho, o Piton não se recuperou de dores musculares, e o Saldivia pediu para ficar fora devido a um problema pessoal.

Fonte: ge


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