Após a partida, Renato participou de uma entrevista coletiva e foi questionado sobre as alterações na equipe titular e a opção de não escalar Spinelli, que havia se destacado na última terça-feira, marcando dois gols contra o Paysandu.
— O treinador conhece todos os jogadores e suas características. Fomos enfrentar o Corinthians, em São Paulo, e precisávamos de velocidade para explorar os espaços. Infelizmente, o Spinelli não possui essa velocidade. Não adianta escalar um jogador apenas porque ele fez dois gols se ele não se encaixa no plano tático. Eu não invento nada no futebol. Tinha três jogadores rápidos na frente. Você pode questionar que não funcionou, mas isso é outra história.
Renato em Corinthians x Vasco — Foto: Marcos Ribolli
— O que eu poderia fazer, eu fiz. Se você observar quantos atacantes nós utilizamos até o final do jogo… Criamos várias jogadas pelas laterais, coloquei bastante gente para atacar a área. Infelizmente, a bola passou perto do gol adversário em diversas ocasiões e não conseguimos marcar. Não estou me eximindo da responsabilidade, mas o que o treinador poderia fazer, eu fiz. É só olhar quantos atacantes estavam em campo. Eu também não posso entrar em campo, né? Fiz a minha parte, mas não conseguimos o gol de empate – afirmou, complementando:
– Tivemos a posse de bola, circulamos de um lado para o outro, como mencionei. Contudo, alguns jogadores se precipitaram em jogadas em que poderíamos ter trabalhado melhor a bola. Cometemos muitos erros de passe perto da área adversária. Não sou contra chutar ao gol, muito pelo contrário, mas muitas vezes, devido ao posicionamento defensivo do Corinthians, a melhor opção seria trabalhar a jogada individual e cruzar. Pecamos principalmente por isso, pois tomamos decisões erradas perto da área adversária.
Com esse resultado, o Vasco permanece com 16 pontos, ocupando a 10ª posição na tabela, mas pode perder posições conforme os demais jogos da 13ª rodada. O próximo desafio será contra o Olimpia, do Paraguai, em São Januário, válido pela fase de grupos da Copa Sul-Americana.
Outros pontos da coletiva
Histórico recente complicado contra o Corinthians pesou?
— De maneira alguma. Os tabus existem para serem quebrados. Quando cheguei ao Vasco, não sei há quanto tempo a equipe não vencia o Palmeiras, e conseguimos essa vitória. Hoje, inclusive, jogamos com um jogador a mais. Infelizmente, sofremos um gol que não poderíamos ter levado e não conseguimos empatar. Mas isso não tem relação com tabu.
Saídas de Cuiabano e Thiago Mendes e escolha por Spinelli no banco
— Hoje temos muitos treinadores aqui… O Cuiabano e o Thiago Mendes saíram por lesão. Mesmo com o Corinthians se defendendo, coloquei o Adson na direita, o Gómez na esquerda, o Brenner junto com o David na área, mas não funcionou. Coloquei o Spinelli e também não deu certo. O treinador conhece o jogador 24 horas por dia. Perguntar “por que não fez” é fácil. Vocês deveriam perguntar “por que o treinador fez”.
Avaliação sobre o David
— Hoje, alguns jogadores não renderam como costumam fazer. Não realizamos uma grande partida por conta disso, pois alguns atletas importantes não tiveram um bom desempenho. Não gosto de comentar individualmente quem esteve bem ou mal. Alguns jogadores que costumam se destacar não foram bem e, consequentemente, não fizemos uma grande apresentação. Independente do jogador e da posição dele.
Fonte: ge
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