O Palmeiras abriu o placar com um belo gol de Flaco López no primeiro tempo. Contudo, na segunda etapa, o Vasco virou o jogo com gols de Thiago Mendes e Cuiabano.
– No primeiro tempo, o Palmeiras teve apenas uma oportunidade, e eles aproveitaram. Elogiei meu grupo no intervalo, afirmando que estávamos bem e que conseguiríamos, no mínimo, um empate. Comuniquei que mudaria a parte tática, avançando o time. Assim, jogamos com um meia e três atacantes, conseguimos o gol de empate e, depois, o da vitória – comentou o treinador.
“Hoje, o grupo, junto com a torcida, está de parabéns. Eu disse: hoje o Vasco virou um jogo em São Januário, e não foi qualquer jogo, foi O jogo. Com certeza, o Palmeiras vai brigar pelo título, pelo elenco que possui”, completou.
Renato Gaúcho também ressaltou a importância da torcida, que compareceu em bom número a São Januário, e a postura dos jogadores em campo.
– Aproveitamos os dias de treino para trabalhar aspectos físicos, técnicos e táticos, incluindo jogadas ensaiadas. Acredito que isso foi eficaz. Pedi ao torcedor que apoiasse, e ele foi fundamental. O apoio da torcida refletiu a entrega dos nossos jogadores em campo. Conversei com eles: se se entregarem, correrem e se ajudarem, o torcedor vai apoiar. O torcedor foi essencial hoje, e meu grupo também está de parabéns – disse.
Na coletiva após a partida, Renato destacou que o aspecto psicológico foi central nos primeiros treinos e que “esse é o caminho” para a recuperação no Brasileirão.
– Trabalhei bastante a parte psicológica. É crucial que eles saibam que têm potencial. Muitos jogadores desejariam estar no lugar deles, e eles têm essa oportunidade. O Vasco é um clube grande, e eles precisam mostrar por que vestem essa camisa. Nenhum jogador deve ter dúvidas em campo; vou esclarecer todas as incertezas. Trabalhamos bastante a parte tática, e eles sabiam o que fazer. Não pode haver dúvidas em campo. Foram poucos dias, mas aproveitamos bem. Eles entenderam a maneira que gosto de trabalhar. Os parabéns são para eles – afirmou o treinador.
– Ao final do jogo, muitos jogadores se jogaram no chão, exaustos. Às vezes, não é apenas o cansaço físico, mas também o psicológico. Não está tudo resolvido, continuaremos enfrentando desafios, mas a vitória sobre um forte Palmeiras é importante para elevar a moral e proporcionar um presente ao torcedor. Hoje, o torcedor volta para casa feliz, pois viu a equipe se empenhando. Já é um avanço estar fora da zona de rebaixamento. Esse é o caminho – concluiu.
O Vasco retornará ao campo pelo Brasileirão no domingo, enfrentando o Cruzeiro, às 20h30 (de Brasília), no Mineirão.
Veja outras respostas de Renato Gaúcho na coletiva:
Qual a importância da vitória para este início de trabalho
– Meu foco é o trabalho. Essa vitória é importante para o grupo, para a confiança deles e para o apoio do torcedor. Não devemos nos iludir achando que tudo está perfeito. Vou dialogar com o grupo. O mais relevante foi a entrega. Fomos bem no primeiro tempo e ainda melhores no segundo. Não foi uma vitória apenas para mim, mas para o grupo e para a torcida. Enfrentamos um time que lutará pelo título. Estou apenas cumprindo minha função.
Thiago Mendes como capitão e desfalque dele no domingo. Precisa de volante?
– Não pedi nenhum jogador, confio neste grupo. Na janela do meio do ano, se for possível, traremos um jogador. Neste momento, se surgir a oportunidade de trazer alguém, faremos. Acabei de chegar e ainda não pedi reforços. Precisamos de contratações pontuais que possam atuar imediatamente. Conversei com o grupo sobre isso. Quanto ao capitão, conversei com o Léo Jardim. Quando cheguei ao Grêmio em 2010, o Victor era capitão, e eu disse que goleiros não deveriam ser capitães. Respeito o Léo, que continuará sendo um líder, mas meu capitão precisa estar em campo. Posso mudar isso futuramente, mas o Thiago teve uma boa atuação. Quando cheguei ao Fluminense, tive a mesma conversa com o Fábio. Uma exceção seria se eu treinasse o São Paulo e tivesse que lidar com o Rogério Ceni.
Vaias e críticas a Piton e entrada do Cuiabano
– O Piton estava bem na partida, mas infelizmente o gol aconteceu pelo lado dele. Cobro muito a maneira como meus jogadores devem marcar os adversários. Ele estava se saindo bem. Conheço o Cuiabano, que foi meu jogador no Grêmio, e tirei o Piton para preservá-lo. Se ele continuasse, poderia ser vaiado a cada vez que tocasse na bola, o que poderia afetá-lo e aos demais jogadores. Tenho quatro bons laterais, dois à direita e dois à esquerda, e confio em todos eles.
Questão física da equipe
– Hoje em dia, o contato físico é intenso. Temos poucos craques no Brasil, e é necessário estar bem fisicamente. Hoje, brigamos de igual para igual com o Palmeiras, e por isso os jogadores caíram no final do jogo. Aproveitamos esses dias, pois nos próximos teremos jogos a cada três dias, sem tempo para treinar, e só teremos uma pausa na Data FIFA. O que eu espero deles é que estejam bem fisicamente. Por isso, focamos no treinamento físico, técnico e tático.
Críticas ao gramado de São Januário
– Não vou entrar nessa polêmica. O campo do Vasco não é perfeito, mas é um bom campo. Prefiro jogar no campo do Vasco do que em grama sintética. Reconheço que o Palmeiras tem um grande treinador, com quem me dou bem. Às vezes, as coisas não saem como planejado, e não devemos buscar desculpas. Preciso valorizar o que meu grupo fez hoje; a torcida deu um show. Agradeço ao torcedor desde minha chegada. Não há razão para vaias, pois isso pode atrapalhar. Hoje, a torcida esteve presente o tempo todo. Viramos o jogo não contra qualquer adversário, mas contra um que briga pelo título.
Escalação inicial com Hugo Moura, Tchê Tchê e Thiago Mendes no meio de campo
– Diante do momento que o Vasco atravessava e sua posição no Brasileirão, não adianta se desesperar; é preciso corrigir as falhas. O que é corrigir? É não dar tantas oportunidades ao adversário. O Diniz tem seu esquema de jogo, que respeito. Eu tenho uma abordagem diferente, especialmente considerando a situação do Vasco.
– Na minha visão, era necessário neutralizar a equipe do Palmeiras e, com a bola, jogar. Se você começa a dar muitas chances e espaço ao Palmeiras, é complicado. Neutralizamos as jogadas do Palmeiras e tínhamos, na maioria das vezes, um homem a mais no meio de campo. No segundo tempo, mesmo assim, ajustamos a equipe taticamente, colocando um meia e retirando um volante. E, mesmo assim, continuamos pressionando e conseguimos a vitória – finalizou Renato Gaúcho.
Fonte: ge
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