A principal alteração refere-se ao processo de aprovação dessas operações. Anteriormente, as decisões estratégicas da SAF eram submetidas ao Conselho de Administração, especialmente ao presidente Pedrinho. Com o afastamento do colegiado, as negociações envolvendo jogadores agora precisam ser aprovadas pela gestora judicial designada pela Justiça, Samantha Mendes Longo.
Em síntese, o Vasco está autorizado a buscar reforços para a continuidade da temporada. Nos primeiros dias de diálogo, Admar Lopes e Fred Luz apresentaram à interventora judicial, Samantha Longo, a necessidade de reforçar o elenco. Contudo, a saída de Pedrinho e a turbulência política resultaram em um retrocesso nas buscas por novos jogadores.
A urgência em sair da zona de rebaixamento é reconhecida, e os valores das negociações estão sendo discutidos com a interventora. O clube mantém tratativas com o volante Deossa e já avançou em um acordo com o Real Betis, da Espanha, para sua contratação. No entanto, a operação ainda não foi finalizada, e há conversas em andamento entre os executivos do Vasco e Samantha para definir os aspectos financeiros.
A proposta do Vasco contempla um modelo de empréstimo, com uma opção de compra fixada, que poderá se tornar uma obrigação de compra a partir de metas estabelecidas no contrato. O valor fixo gira em torno de 8 milhões de euros, podendo aumentar para cerca de 10 a 11 milhões de euros, dependendo de gatilhos contratuais.
Na última quarta-feira, a advogada assinou o termo de compromisso no processo cautelar que envolve a Vasco SAF, assumindo o papel de interventora. A Justiça determina que futuras contratações “deverão, doravante, ser submetidas à Gestora Judicial”.
O Vasco, no entanto, planeja recorrer da decisão judicial nos próximos dias.
O tema das contratações é um dos fundamentos da decisão. A juíza reproduz apontamentos do Conselho Fiscal, que indicam que o órgão não recebeu informações completas sobre operações realizadas pelo departamento de futebol, incluindo valores de aquisição, pagamento de comissões, remunerações, luvas e prazos contratuais. O parecer também expressa preocupação com os cerca de R$ 100 milhões gastos em reforços, levantando dúvidas sobre a origem dos recursos utilizados e a compatibilidade dessas despesas com a situação de recuperação judicial da companhia.
Apesar das críticas, a Justiça reconhece que a contratação de atletas é uma atividade legítima para o fortalecimento esportivo da equipe:
“É salutar esclarecer, nesta decisão, que a contratação de atletas integra a esfera de discricionaridade da administração da VASCO SAF e constitui instrumento legítimo para o fortalecimento do desempenho esportivo do time.”
O Vasco permanece em busca de reforços para a segunda janela de transferências. Devido aos altos investimentos realizados no primeiro semestre, a diretoria trabalha com um orçamento restrito para a próxima janela. Não está descartada a possibilidade de um novo pedido de empréstimo na modalidade DIP para empresas em recuperação judicial.
Fonte: ge
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