A equipe sub-20 do Vasco teve um início de ano complicado, sendo eliminada na segunda fase da Copinha pelo Botafogo-SP. No entanto, cinco meses depois, os jovens talentos sob o comando de Matheus Curopos conquistaram a Copa Rio e lideram o Brasileirão da categoria, superando o Palmeiras, maior campeão do torneio, após vencer o Corinthians no Parque São Jorge.
Ambas as equipes possuem 28 pontos, mas o Vasco se destaca na liderança por ter uma vitória a mais. No torneio que conta com 20 equipes, as oito melhores se classificam para a fase de mata-mata.
— A base é sobre processo. O que aconteceu na Copinha não era o que desejávamos, queríamos brigar pelo título. O principal objetivo é desenvolver os jogadores e prepará-los para o profissional. Na Copinha, fomos com um time jovem e enfrentamos lesões antes e durante a competição. Era um grupo novo, em transição de geração, encerrando um ciclo de uma geração vitoriosa. Após a competição, realizamos uma reunião com toda a base para ajustar os pontos e traçar os objetivos. Eles abraçaram a ideia e identificaram onde era necessário melhorar, o que contribuiu para um bom início no Brasileiro e a conquista da Copa Rio — afirmou o técnico Matheus Curopos ao ge.
Matheus Curopos, técnico do Vasco sub-20 — Foto: Dikran Sahagian/Vasco
Curopos chegou ao clube em setembro de 2024 para treinar a equipe sub-17, mas no ano seguinte assumiu interinamente o time sub-20 na Copinha, onde teve uma boa campanha, chegando às quartas de final, o que resultou na efetivação do seu trabalho.
— Sempre foi um sonho trabalhar no Vasco. Vivo intensamente cada dia aqui. Inicialmente, vim para o sub-17, mas após um bom torneio, assumi a Copinha, o que me credenciou para o sub-20. Cada dia é essencial para minha evolução profissional e pessoal. O ambiente aqui é maravilhoso. Todos os funcionários compartilham o sentimento de ser Vasco e gostam de estar aqui. O trabalho é realizado com amor e dedicação. Desde o início, temos chegado a finais. O objetivo é sempre ganhar e formar os meninos. A Copa Rio foi minha quarta final. Estou quebrando alguns tabus dentro do clube, especialmente na categoria sub-20, o que fortalece nosso trabalho.
Jovens do sub-20 do Vasco após jogo contra o Audax Italiano, no Chile — Foto: Dikran Sahagian/Vasco
Campanha do Vasco no Brasileiro sub-20
- Vasco 3 x 2 Athletico-PR
- Flamengo 1 x 4 Vasco
- Vasco 2 x 0 São Paulo
- Vasco 1 x 3 Cruzeiro
- Vasco 6 x 1 Vitória
- Vasco 2 x 1 Juventude
- Palmeiras 2 x 2 Vasco
- Grêmio 1 x 0 Vasco
- Vasco 1 x 0 Botafogo
- Vasco 3 x 1 Santos
- Fluminense 0 x 2 Vasco
- Corinthians 0 x 1 Vasco
Em quem ficar de olho?
Um jogador das categorias de base que tem se destacado é Ramon Rique. O volante de 18 anos foi titular contra o Olimpia, em São Januário, na Sul-Americana, devido a uma indisposição de Tchê Tchê minutos antes do jogo. Desde então, o jovem tem sido uma presença constante no time profissional e até forneceu assistência para o gol de Gómez na derrota para o Internacional, no último sábado.
— Convivi com ele desde o sub-17. É um garoto que sempre demonstrou muito talento, um talento fora do comum, que foi potencializado porque sempre soubemos que ele poderia se destacar no profissional. Ele já vem sendo trabalhado no sub-20, e confio muito no trabalho do Renato para seu desenvolvimento. Ele pode trazer muitas alegrias à torcida. É um menino acessível, trabalhador, educado e muito talentoso. Se eu tivesse que definir Ramon em uma palavra, seria talento. O talento dele é realmente excepcional — comentou Curopos.
Ramon Rique, Vasco x Olimpia — Foto: Alexandre Durão / ge
Outro destaque da geração é Lukas Zuccarello. O meia, que veste a camisa 10 do time sub-20, participou de duas partidas na Copa Sul-Americana nesta temporada.
— Ele é um dos grandes talentos da nossa base. Um menino muito promissor e com habilidades acima da média. É muito profissional, cuida de todos os aspectos necessários para se tornar um bom jogador. Em seu dia a dia, é inteligente e fácil de trabalhar. Sua inteligência permite que ele absorva informações rapidamente. É um talento raro que certamente trará alegrias à torcida. O momento da base do Vasco é muito positivo. Temos muitos jogadores que podem contribuir nos próximos meses e anos. São jovens, e precisamos dar tempo para sua adaptação.
Zuccarello, do Vasco, comemora gol na Copinha — Foto: Vinicius Gentil / Vasco
Ao ser questionado sobre como definir a geração, Curopos refletiu por alguns momentos e chegou a uma conclusão.
— É uma geração promissora, repleta de talento. Ramon Rique, Zuccarello, Andrey (Fernandes), Breno Vereza, Breno Sales, Bruno André… Todos têm grande potencial para o futuro dentro do Vasco. Estamos fazendo tudo para que seu desenvolvimento e desempenho sejam os melhores possíveis, para que cheguem ao profissional prontos para serem utilizados.
Mais declarações de Matheus Curopos
O que é “ser Vasco”?
— Posso resumir isso rapidamente como paixão, amor, carinho e emoção. É tudo o que pode trazer sentimentos positivos para os funcionários. Trabalhar em São Januário já cria um clima diferente em dia de jogo. O sentimento de todos no clube é de colocar o Vasco no mais alto patamar. Cada um desempenha sua função com alegria e sem vaidade. Há uma grande colaboração em prol da evolução dos atletas e de cada funcionário, do porteiro ao mais alto escalão da base. É um esforço coletivo para elevar o Vasco. Em dia de jogo, todos perguntam onde vão assistir, se será na arquibancada ou na área social… Todos têm seus compromissos na base, mas todos querem estar perto do profissional. No final, tudo é pelo Vasco.
Como lidar com diferentes mentes jovens
— Acredito que a categoria sub-20 abrange muitas situações. Ao longo de três anos, os meninos vão oscilar, e apenas os que se destacam vão se sobressair. Alguns jogadores passarão por oscilações, e isso é natural. É preciso entender, identificar e lidar da melhor forma possível. Há diversos casos de jogadores que tratamos de maneiras diferentes. Com uma cobrança, uma atenção especial, conversando com psicólogos, trazendo a família para o clube, renovando contratos… Cada momento é único. Tentamos oferecer o melhor suporte para o desenvolvimento deles. Temos que entregar ao profissional da melhor forma.
GB comemora seu gol pelo Vasco contra o Vitória — Foto: André Durão
— Também acontece o oposto. Há meninos que sobem para o profissional, não têm muitos minutos de jogo e descem para o sub-20 para ganhar ritmo. Esse é um processo inverso. Nós acolhemos e mostramos a importância do sub-20. Foi o caso do GB no ano passado. Ele se recuperou conosco, ficou um tempo no sub-20 e depois retornou ao profissional, onde fez gols importantes pelo Vasco. Esse é um exemplo de como descer pode ajudar um jogador a ganhar confiança e voltar mais maduro. O objetivo do treinador é oferecer suporte para o desenvolvimento do atleta.
Integração com a comissão do Renato
— Isso ocorre diariamente. É feito pelos responsáveis do departamento. Renato solicita frequentemente que meninos participem dos treinos para observação. Ele dá muita atenção à base, e tem proporcionado minutos na Sul-Americana. Praticamente todos os dias há jogadores do sub-20 no profissional. A transição é gradual e observada, o que é muito positivo. Estar com eles na Sul-Americana proporciona bagagem internacional e contribui para a evolução como atletas.
Fonte: ge
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