Atualmente, Payne possui mais de 5,3 milhões de seguidores na plataforma. De desconhecido, o defensor agora tem um contrato de patrocínio com a Asics, se tornou embaixador de uma campanha de saúde mental e, claro, conseguiu a transferência para o Olimpia com um salário superior ao que recebia anteriormente.
Tim Payne é reforço do Olimpia — Foto: Divulgação
Atualmente, Payne é reserva no Olimpia. No jogo de ida, realizado em São Januário na semana passada, ele não entrou em campo, mas foi um dos jogadores mais procurados pela imprensa e pelos torcedores após a partida. Acompanhado por funcionários do clube paraguaio, não concedeu entrevistas.
O jogador de 32 anos concretizou sua transferência após a Copa do Mundo e, até o momento, participou de dois jogos pelo novo time. Ele fez sua estreia com um belo gol contra o Rubio Ñú, pelo Campeonato Paraguaio, e foi titular pela primeira vez no último domingo, diante do Sportivo Ameliano.
Tim Payne iniciou sua carreira nas categorias de base do Auckland City e chamou atenção durante a Copa do Mundo Sub-17 de 2011, o que lhe rendeu interesse do Blackburn Rovers, da Inglaterra. A expectativa era de que sua trajetória se desenrolasse de forma promissora na Europa, mas isso não ocorreu como esperado.
Após assinar um contrato de dois anos e meio, ele passou mais da metade de 2012 treinando no Blackburn, mas um problema com o visto de trabalho o impediu de atuar. A migração para o Reino Unido exige que jogadores estrangeiros tenham algum destaque internacional, e aos 18 anos, Payne ainda contava com poucas convocações.
Sem permissão para jogar na Inglaterra, ele retornou ao Auckland City por um ano e teve uma passagem pelo Portland Timbers, nos Estados Unidos, antes de finalmente se firmar no futebol neozelandês em 2017. Foram três temporadas no Eastern Suburbs e mais sete no Wellington Phoenix até a Copa do Mundo.
Após o anúncio da chegada de Payne, o Olimpia ganhou cerca de 250 mil seguidores em 24 horas. Embora não fale espanhol, o neozelandês aceitou o desafio, pois sua esposa, Michelle Peters, possui raízes costarriquenhas, e o casal deseja que seu filho de um ano e meio, Brooklyn, cresça em um país latino.
Fonte: ge
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