Vasco alcança 9ª posição em receitas e 3ª em superávit em 2025

Em 2025, o Vasco se posicionou em 9º lugar em receitas e 3º em superávit financeiro.

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Nos últimos dez anos, Flamengo e Palmeiras se destacaram como os clubes mais dominantes do futebol brasileiro, acumulando sete títulos do Campeonato Brasileiro e cinco Libertadores. O cenário financeiro desses clubes é igualmente impressionante, conforme os balanços de 2025, que indicam as maiores receitas brutas e superávits da temporada anterior.

O ge analisou os demonstrativos contábeis dos 20 clubes que participaram da Série A no ano passado, além dos quatro que ascenderam da Série B. O Remo foi o último a apresentar suas contas, fora do prazo estabelecido pela Lei Geral do Esporte, na última sexta-feira.

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Receita dos clubes em 2025 — Foto: Arte IAReceita dos clubes em 2025 — Foto: Arte IA

No ano em que conquistou o Brasileiro e a Libertadores, o Flamengo superou pela primeira vez a marca de R$ 2 bilhões em receitas, o que o torna o clube com a maior receita do País. Além disso, o Rubro-negro registrou o maior superávit da temporada, totalizando R$ 336 milhões.

O Palmeiras também alcançou um recorde, com uma receita total de R$ 1,78 bilhão e um superávit de R$ 292,4 milhões, números que se destacam em relação aos seus concorrentes.

O Vasco, por sua vez, ficou com o terceiro maior superávit do ano, registrando R$ 81 milhões.

— O sucesso recente de Flamengo e Palmeiras é resultado da saúde financeira construída ao longo dos anos. Ambos os clubes conseguiram estabelecer um ciclo robusto de geração de receita, previsibilidade de caixa e capacidade de investimento contínuo no futebol. Isso permite menos erros, manutenção de elencos competitivos por mais tempo e um planejamento mais eficaz a médio e longo prazo. Em um cenário onde muitos clubes ainda enfrentam pressões financeiras de curto prazo, essa estabilidade faz uma grande diferença em campo — afirma Pedro Weber, sócio da Chenus, empresa especializada em investimentos no esporte.

Outros três clubes também ultrapassaram a marca de R$ 1 bilhão em receitas: Botafogo (R$ 1,4 bilhão), São Paulo (R$ 1,07 bilhão) e Fluminense (R$ 1,02 bilhão). Contudo, é importante ressaltar algumas questões.

Apesar de ter alcançado uma receita recorde, o Botafogo encerrou 2025 com um déficit de R$ 290,8 milhões, o segundo maior do País.

Em abril, John Textor foi afastado da SAF do Botafogo pelo Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas, que alegou que as ações recentes do norte-americano poderiam causar danos irreparáveis aos acionistas e à comunidade de torcedores do clube.

O São Paulo, embora tenha registrado uma receita total de R$ 1,07 bilhão e um superávit de R$ 56 milhões, viu seu balanço financeiro ser rejeitado pelo Conselho Deliberativo do clube, com 210 votos contra 24.

O Fluminense, que também teve uma receita total de R$ 1,02 bilhão, fechou o ano com um déficit de R$ 51,5 milhões.

Clubes com superávit em 2025 — Foto: Arte IAClubes com superávit em 2025 — Foto: Arte IA

Por outro lado, o Mirassol, que surpreendeu ao terminar a temporada em quarto lugar e garantir uma vaga na fase de grupos da Libertadores em seu primeiro ano na Série A, registrou uma receita total de R$ 179,9 milhões, superior apenas às do Coritiba, Remo e Chapecoense (que disputaram a Série B) e do rebaixado Juventude.

Déficit quase bilionário

No que diz respeito ao saldo financeiro negativo, o Atlético-MG se destacou de forma negativa. Apesar de conquistar apenas o Campeonato Mineiro e terminar em 11º no Brasileiro, o clube apresentou um déficit impressionante de R$ 882,1 milhões.

Esse prejuízo foi impulsionado por R$ 572 milhões atribuídos a “perda de valor justo”, conforme o documento contábil. As notas explicativas ressaltam que “tal efeito possui natureza não financeira e pontual”. Assim, o Galo considerou que o prejuízo real foi de R$ 310 milhões, ainda assim, o maior do País no ano.

Déficit financeiro dos clubes em 2025 — Foto: Arte IADéficit financeiro dos clubes em 2025 — Foto: Arte IA

Além do Atlético-MG e do Botafogo, que já lideraram os maiores déficits em 2024, outras quatro SAFs também apresentaram prejuízos superiores a R$ 100 milhões: Bahia (R$ 154,6 milhões), Cruzeiro (R$ 114,9 milhões), Coritiba (R$ 113,9 milhões) e Fortaleza (R$ 120,1 milhões).

— A presença de várias SAFs entre os maiores déficits não é uma coincidência. A primeira onda das SAFs no Brasil ocorreu em clubes que enfrentavam sérias pressões financeiras, com altos níveis de endividamento e problemas de caixa. Em alguns casos, além da herança recebida, houve falta de diligência na definição dos limites de alavancagem que os novos acionistas poderiam assumir. Alguns projetos acabaram acelerando investimentos esportivos sem que a estrutura financeira estivesse completamente estabilizada — analisa Pedro Weber.

Outros dois clubes também apresentaram déficits superiores a R$ 100 milhões: o Corinthians, com R$ 143,4 milhões (mesmo após conquistar a Copa do Brasil), e o Sport, que foi rebaixado com a segunda pior campanha da história dos pontos corridos, fechando com um déficit de R$ 112,4 milhões.

Dos 24 clubes analisados, apenas nove (37,5%) encerraram o ano com superávit, entre eles o Mirassol, que teve um saldo positivo de R$ 58,1 milhões, além do Juventude, rebaixado para a Série B, com R$ 25,4 milhões em caixa.

Enquanto isso, os outros 15 clubes apresentaram déficits (62,5%), incluindo os quatro que conseguiram acesso à Série A: Coritiba, Athletico-PR, Chapecoense e Remo.

Fonte: ge


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