O Vasco apresentou uma defesa neste sábado (10) visando garantir a realização da partida contra o Boca Juniors, pela semifinal da Sul-Americana, no Maracanã. A ação foi uma resposta ao mandado de segurança impetrado pela Fla-Flu Serviços S.A., que busca reverter a decisão judicial que autorizou o uso do estádio.
Na petição, o clube informou que até a manhã de sábado já haviam sido vendidos 11.446 ingressos, mesmo com apenas duas fases de venda abertas. Além disso, 4.000 ingressos foram repassados ao Boca Juniors para comercialização entre a torcida visitante.
A venda de ingressos teve início na noite de sexta-feira e novas ondas foram abertas na manhã seguinte. O Vasco argumenta que uma mudança na decisão agora traria prejuízos aos torcedores e comprometeria a segurança do evento. O clube destacou que a Polícia Militar preferiu o Maracanã e que o Ministério Público recomendou sua utilização.
A defesa do Vasco também contestou alegações sobre o uso indevido do plantão judiciário e questionou a aplicação de intervalos entre jogos no estádio.
O pedido do clube é para que a liminar solicitada pela concessionária seja negada, mantendo assim a decisão original. O caso ainda aguarda uma decisão judicial final.
Além disso, o Vasco comunicou à Conmebol que o Maracanã foi oficialmente anunciado como sede do confronto. O clube enfatiza que suspender a decisão agora teria consequências significativas para milhares de torcedores, afetando a distribuição dos setores, os acessos e o planejamento de segurança para a semifinal internacional.
A defesa argumenta que o plantão judiciário não deve ser utilizado como uma nova oportunidade para reexaminar uma decisão já proferida e que a concessionária possui recursos próprios para contestá-la. O clube rebateu a acusação de que a liberação do estádio seria juridicamente absurda, afirmando que houve uma decisão fundamentada que considerou segurança pública, urgência e tratamento isonômico.
O Vasco também destacou que a Polícia Militar apontou o Maracanã como alternativa preferencial e que o Ministério Público recomendou sua utilização. Embora reconheça a viabilidade do Estádio Nilton Santos, o clube sustenta que isso não elimina as vantagens operacionais e de segurança do Maracanã.
Sobre o gramado, o clube questiona a aplicação uniforme do intervalo de 72 horas entre partidas, apontando que jogos do Flamengo e Fluminense estão previstos para 26 e 28 de outubro, separados por apenas dois dias.
O Vasco requer que a liminar da Fla-Flu seja negada e que o mandado de segurança seja rejeitado, preservando a decisão que liberou o estádio. O documento é uma manifestação da defesa, ainda dependente de apreciação judicial, e a venda de ingressos reforça o argumento sobre os prejuízos de uma suspensão, embora não torne a autorização definitiva.
O torcedor Marcelo, em sua rede social, mostrou o documento enviado pelo Vasco:
🚨 VASCO RESPONDE AO MANDADO DE SEGURANÇA DA FLA-FLU E PEDE MANUTENÇÃO DA DECISÃO QUE LIBEROU O MARACANÃ Com @EstagiarioVasco e @pabloramadas Após a Fla-Flu impetrar Mandado de Segurança contra a decisão que liberou o Maracanã para Vasco x Boca, o clube apresentou manifestação… pic.twitter.com/aF4zjd0q2r
— marᶜʳᵛᵍ (@marcelopb1898) October 10, 2026
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