O Vasco está considerando levar o clássico contra o Flamengo, marcado para a próxima quinta-feira, dia 29, às 20h (de Brasília), para o estádio Nilton Santos. A decisão ainda aguarda confirmação da CBF sobre o local da partida pela 33ª rodada do Brasileirão.
O retrospecto do Vasco no Nilton Santos contra o Flamengo não é favorável. Desde a inauguração do estádio em 2007, as equipes se enfrentaram 14 vezes, com apenas duas vitórias para o Vasco, ambas em 2012 pelo Campeonato Carioca.
Na primeira vitória, os gols de Alecsandro e Diego Souza garantiram um triunfo por 2 a 1 na Taça Guanabara. Já na Taça Rio, Éder Luís e Felipe Maestro foram os responsáveis pela virada, que terminou em 3 a 2.
A tentativa de jogar no Nilton Santos surge após desentendimentos com a diretoria do Flamengo sobre o uso do Maracanã. O Vasco acredita que as condições de mandante devem ser respeitadas e já comunicou ao Botafogo sobre essa possibilidade.
O clube de São Januário possui um acordo com Flamengo e Fluminense para mandar clássicos no Maracanã. No entanto, problemas anteriores em competições como a Copa do Brasil e a Sul-Americana levaram a diretoria vascaína a repensar essa prática.
O presidente Pedrinho já expressou sua insatisfação com as dificuldades de realizar clássicos em São Januário, devido às restrições impostas pelo Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (Bepe).
Vale destacar que o regulamento da CBF impede que jogos dos últimos cinco mandos de campo do Brasileirão sejam transferidos para outro estado, restando apenas três mandos ao Vasco até o término do campeonato.
Com informações do ge.
Relação desgastada entre Pedrinho e BAP
A rivalidade entre os presidentes do Vasco, Pedrinho, e do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista (Bap), se intensificou em agosto de 2026.
O conflito teve início quando o Flamengo acionou a ANRESF para investigar as finanças do Vasco, alegando irregularidades na venda da SAF e conflito de interesses com a Crefisa.
Em resposta, Pedrinho atacou Bap publicamente, chamando-o de ‘mau-caráter’ e utilizando outros adjetivos pesados, enfatizando que suas críticas eram pessoais e não dirigidas ao clube rival. Sentindo-se ofendido, Bap entrou com um processo contra Pedrinho por danos morais, exigindo uma indenização mínima de R$ 40 mil e uma retratação pública.
Nos bastidores, a postura de Bap foi criticada até por ex-dirigentes do Flamengo, como Márcio Braga, que consideram o embate desnecessário.

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