Familiares, amigos, ex-jogadores e torcedores se reuniram na manhã desta terça-feira, em Vila Velha, no Espírito Santo, para prestar a última homenagem a Geovani Silva, um dos grandes ícones do futebol capixaba. Ídolo do Vasco da Gama, da Desportiva Ferroviária e ex-jogador da Seleção Brasileira, o “Pequeno Príncipe da Colina” foi velado na Igreja Maranata da Praia da Costa, em uma cerimônia repleta de emoção, homenagens e reconhecimento ao legado do ex-meia. Geovani faleceu na madrugada de segunda-feira, após sofrer uma parada cardiorrespiratória.
O velório teve início pela manhã e incluiu um culto reservado à família, amigos próximos e admiradores do ex-jogador. Entre os presentes estavam ex-companheiros do Vasco, como Acácio e Válber, além de dirigentes, representantes do futebol capixaba e torcedores que se reuniram para prestar suas últimas homenagens. Em meio a lágrimas, abraços e recordações, Geovani foi lembrado não apenas pelos feitos em campo, mas também pela simplicidade e força que demonstrou fora dele.
Velório de Geovani Silva, ex-jogador do Vasco — Foto: Fernando Madeira/A Gazeta
Emocionado, o filho de Geovani, Geovani Filho, destacou o legado deixado pelo pai e ressaltou que o carinho recebido pela família ajudou a evidenciar a importância da história construída pelo ex-meia.
– É um momento muito difícil pela perda do meu pai e do nosso ídolo. O maior legado dele foi a humildade. Mesmo reconhecendo sua grandeza, sempre foi um homem simples, de fé e resiliente. Nos ensinou a ter os pés no chão e valorizar a vida – declarou ao ge.globo.
Velório de Geovani Silva, ex-jogador do Vasco — Foto: Fernando Madeira/A Gazeta
A cerimônia também contou com torcedores que compartilharam histórias pessoais com o ídolo vascaíno. O agente funerário Rickson de Souza, torcedor do Vasco e responsável pela preparação do velório, expressou sua emoção ao participar do evento e relembrou a relação que construiu com Geovani.
– O Brasil está de luto. Geovani foi um dos maiores jogadores da história e tive o privilégio de conhecê-lo. Cresci vendo os gols dele e hoje tive a honra de cuidar dos detalhes dessa despedida – afirmou Rickson, que usava uma camisa presenteada pelo próprio ex-jogador.
Acácio se despediu do companheiro de Vasco
Acácio, ex-goleiro do Vasco, no velório de Geovani Silva — Foto: Fernando Madeira/A Gazeta
Companheiro de Geovani nos tempos de Vasco, o ex-goleiro Acácio também esteve presente no velório e recordou a amizade que construíram desde os anos 1980, quando chegaram ao clube carioca e conquistaram títulos estaduais juntos.
– Perder Geovani é perder mais do que um amigo, era um irmão. Vivemos muitos anos juntos no Vasco, fomos campeões e mantivemos contato até recentemente. O mais bonito é ver que ele recebeu esse reconhecimento ainda em vida, porque era muito querido – enfatizou.
Representando o Vasco da Gama na cerimônia, o segundo vice-presidente geral do clube, Renato Brito Neto, destacou a relevância do ex-meia para a história do clube e para a conexão entre o Espírito Santo e a torcida vascaína.
– Geovani representa a ligação histórica entre o Espírito Santo e o Vasco. O clube tinha o dever de estar aqui e retribuir tudo o que ele representou como ídolo, exemplo e ser humano – afirmou.
Gabriel Serafim, integrante do grupo responsável pelas negociações da SAF da Desportiva Ferroviária, também esteve presente e lembrou a influência de Geovani na equipe grená e sua postura resiliente diante dos problemas de saúde enfrentados nos últimos anos.
– Geovani era a chama viva da Desportiva e uma referência para todos nós. Mesmo enfrentando problemas de saúde, sempre demonstrou amor pela vida, fé e força para lutar. Foi um exemplo do início ao fim – comentou.
Velório de Geovani Silva, ex-jogador do Vasco — Foto: Fernando Madeira/A Gazeta
No final da manhã, o corpo de Geovani deixou a Igreja Maranata em um caminhão do Corpo de Bombeiros do Espírito Santo, seguindo em cortejo até o Cemitério Parque da Paz, na Ponta da Fruta, também em Vila Velha. O caixão permaneceu na capela do local para as despedidas finais de familiares e amigos antes do sepultamento, realizado às 16h, encerrando um dia de homenagens a um dos maiores ídolos da história do futebol capixaba e brasileiro.
Fonte: ge
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