A Almirante terá o “right to match”, ou seja, o direito de igualar propostas superiores. As condições acordadas na negociação com a Almirante incluem um aporte total de R$ 500 milhões para o futebol, a garantia de pagamento de dívidas e obrigações da recuperação judicial, receitas que cubram as despesas por um período de cinco anos, investimentos de R$ 120 milhões no centro de treinamento do clube, e a proibição de revenda de ações por 10 anos, entre outras.
No documento, o clube argumenta que as negociações com a Almirante já estão avançadas e que a abertura para novos investidores é uma informação pública. O Vasco também defende que a formação de uma nova SAF não resultará na alienação das ações da 777 Carioca, nem antecipará questões relacionadas à disputa societária entre as partes.
Outro ponto levantado pelo Vasco é a urgência por liquidez e a rápida chegada de investimentos, mencionando a revenda como um mecanismo previsto no plano de recuperação judicial. O clube destaca a atual janela de transferências como um fator importante para a conclusão da operação, o que poderia melhorar o desempenho esportivo e mitigar o risco de uma possível queda de receitas em caso de rebaixamento, o que impactaria suas finanças e a execução do plano de recuperação.
Veja as condições básicas da concorrência, já definidas no acordo de investimento entre Vasco e Almirante (Lamacchia):
- Aporte total de R$ 500 milhões no futebol
- Conversão do empréstimo DIP de R$ 80 milhões em crédito e ações em nome da futura investidora
- Pagamento de dívidas e obrigações do plano de recuperação judicial
- Receita operacional cobrindo a despesa por cinco anos
- Garantir investimento de R$ 120 milhões no centro de treinamentos do time profissional ao longo de 10 anos e de R$ 30 milhões na infraestrutura da base em dois anos
- Tomar medidas com o objetivo de captar R$ 150 milhões em incentivo fiscal ao longo de 10 anos
- Aportes adicionais em caso de descumprimento de obrigações envolvendo recuperação judicial, fluxo de caixa e infraestrutura
- Veto à distribuição de dividendos e revenda de ações por 10 anos
- Direito ao uso de São Januário com prioridade e exclusividade até 2030, com custo de R$ 3 milhões anuais, reduzido para R$ 2 milhões em caso de reforma
Fonte: Blog do Diogo Dantas – O Globo
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