— Não recordo de um jogo onde fomos constantes. No primeiro tempo, jogamos no campo ofensivo e tivemos algumas finalizações, mas no segundo tempo faltou isso. Precisávamos circular mais a bola e buscar o lado oposto. Talvez tenha havido um pouco de nervosismo, impaciência, o que resultou em decisões ruins e em poucas oportunidades para incomodar o adversário. Esse aspecto me preocupou. Poderíamos ter sido mais pacientes, feito triangulações e nos aproximado mais do gol adversário.
— O Lanús dominou o meio de campo com toques rápidos e aproximações. Precisamos insistir na busca pela vitória, mas queremos acelerar o jogo. Já esperávamos que o Lanús competiria fortemente, devido à rivalidade e por se tratar de uma competição sul-americana. No entanto, não considero que foi um tropeço. Continuamos bem na competição. O Lanús terá que jogar na altitude ainda. Depende só de nós. Precisamos focar no Brasileirão e depois na Copa do Brasil, mas ainda estamos vivos na competição.
Fábio Carille na saída do primeiro tempo de Vasco x Lanús — Foto: André Durão
Com o empate, o Vasco permanece na segunda posição do Grupo G da Sul-Americana, acumularando cinco pontos. A equipe de Carille empatou tanto com Melgar quanto com Lanús, e venceu apenas o Puerto Cabello. Agora, enfrentará os venezuelanos e os argentinos fora de casa, e a fase de grupos culminará com um jogo contra o Melgar, no Peru, em São Januário.
Carille ressaltou que o Vasco demonstrou ansiedade no segundo tempo, sem paciência para trocar passes e criar melhores oportunidades. O time não conseguiu finalizar no gol do Lanús na etapa complementar. Ele mencionou que Coutinho pediu para ser substituído ao fim do primeiro tempo, o que levou a uma mudança no esquema ofensivo, com dois atacantes.
— Hoje fizemos um jogo difícil, e sabíamos que seria assim. Para mim, aceleramos demais no segundo tempo. Faltou troca de passes e agressividade. Perdemos um pouco o controle da partida na etapa final. Quando coloquei o Adson, ele é mais atacante que o Nuno. Coutinho pediu para sair. O Alex também é mais atacante. Mudamos para um 4-2-4.
O Lanús começou com mais força, chegando a chutar na trave de Léo Jardim e ameaçar o gol com um chute de fora da área. Após isso, o Vasco tomou conta da partida, mas não criou grandes oportunidades.
— Embora o Lanús tenha acertado a trave, nós fomos superiores no primeiro tempo. No segundo, não. No entanto, o Léo (Jardim) não foi muito exigido. Tivemos controle do jogo, mas aceleramos demais. Precisávamos de mais triangulações perto da área adversária. Fomos para um abafa que não é o nosso jogo. Devemos construir jogadas para incomodar e chegar à área do adversário.
Ao deixar o campo de São Januário, o time foi vaiado, e Carille foi alvo de críticas novamente. O treinador afirmou que não ficou surpreso com a reação da torcida após o empate.
— As vaias aconteceram até quando ganhamos, então não poderia esperar algo diferente após uma derrota ou empate em casa. (O trabalho) é uma continuidade. Reclamar do calendário não adianta, é o que temos. Não conseguimos reproduzir o que planejamos desde a partida contra o Flamengo. Precisamos do entendimento dos atletas e da comissão para que possamos alcançar os resultados que o Vasco merece.
Veja outras respostas da entrevista coletiva de Carille
Garré não entrar— O Garré, antes da contratação, acompanhamos seus vídeos. Ele é um meia que atua aberto, voltado para a construção de jogadas, semelhante ao Adson. Contudo, não é como o Coutinho ou o Payet. O Nuno fez boas infiltrações e jogadas, então decidi optar por dois atacantes. Posso até utilizá-lo ali se tiver tempo para trabalhar, mas prefiro vê-lo construindo e permitindo que o lateral avance, como o Gerson no Flamengo ou o Veiga no Palmeiras, vindo para dentro e abrindo espaço para o lateral.
Há trabalhos físicos para Coutinho e Nuno aguentarem 90 minutos?— Fisicamente, não conseguimos desenvolver nada. O cansaço aparece cerca de 48 horas após a partida. A recuperação é essencial, temos outra partida complicada em quatro dias contra o Cruzeiro, e mais três dias para enfrentar o Operário. O descanso é importante para nós. Não há treino físico nesse intervalo, apenas recuperação e jogo. Podemos considerar descansar um ou outro. O Nuno não tem histórico de lesões, o que facilita uma sequência maior. Vamos observar o dia a dia para entender a condição deles.
Qual a situação física de Adson?— A situação do Adson depende muito de como ele se sente. É uma lesão complicada, como a que o Paulinho (do Palmeiras) está enfrentando. A evolução dele é fundamental. Assim que estiver sem dor, voltará ao treinamento e ao campo. Não consigo prever a minutagem; o progresso depende dele. Estamos realizando reuniões sobre isso para entender melhor. Em alguns dias, ele sente muita dor, em outros não sente dor nenhuma; precisamos ter paciência até que ele esteja 100%.
David volta quando?— Se não me engano, ele deve começar a treinar conosco em junho, após a pausa para o Mundial. Antes disso, não vejo possibilidade.
Chances do Vasco— Analisando rapidamente a partida, o adversário fechou muito o nosso lado esquerdo, o que nos levou a criar oportunidades pelo lado direito no primeiro tempo. Chegamos com o PH para finalizar as jogadas. O lado esquerdo é o nosso setor mais criativo, onde a aproximação acontece. Quando o Coutinho se junta ao Nuno e ao Piton, conseguimos algumas jogadas boas. O positivo foi que encontramos alternativas pelo lado direito, conseguimos escapar bem por ali. Precisamos entender que o adversário mereceu mérito por nos estudar e se preparar bem.
Fonte: ge
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