Em 6 de março de 1982, durante uma partida entre Operário-MS e Vasco pelo Campeonato Brasileiro, realizada em Campo Grande, ocorreu um dos maiores relatos coletivos de Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs) no Brasil, segundo ufólogos consultados pelo g1. Entre as aproximadamente 23 mil pessoas no estádio estava Marcelo Borges, que na época tinha apenas 9 anos e assistia ao jogo ao lado de seu pai, Urizonildo Borges. Veja o vídeo acima.
Marcelo recordou que estava na arquibancada descoberta quando notou uma luz surgindo na direção da parte coberta do estádio.
“Era uma luz branca. Eu pensei ‘parece um avião, mas essa luz está muito forte, bem branca’, e quando ela se aproximou, tomou uma direção à minha esquerda”, relembrou.
Naquela noite, enquanto o Operário estava à frente do Vasco por 2 a 0, luzes coloridas surgiram no céu e permaneceram sobre o gramado por cerca de cinco segundos antes de desaparecer.
Marcelo descreveu que, naquele momento, o objeto se assemelhava a um meteoro ou cometa, apresentando um formato arredondado e escuro, com chamas saindo da parte traseira. “O fogo iluminava a parte de trás desse objeto, e não havia som algum.”
É importante ressaltar que um OVNI não implica necessariamente na presença de vida extraterrestre. O termo refere-se à impossibilidade de identificar a origem do objeto, sem uma explicação plausível para o fenômeno.
Objeto teria se dividido em quatro partes
Marcelo relatou que, ao passar atrás do placar eletrônico do estádio, o objeto pareceu se dividir em quatro partes iguais, cada uma lembrando uma estrela envolta em fogo.
“Foi assustador, porque quem presenciou começou a comentar que era o fim do mundo. Naquela época, não havia celulares para registrar o momento, então cada um guardou essa lembrança para si”, contou.
Ele também recordou a reação de seu pai, que ficou intrigado. “Todo mundo saiu para comprar jornais no dia seguinte, para ver se havia alguma explicação”, disse.
O ex-jogador do Operário, Cocada, que participou de uma das jogadas do gol da equipe, também afirmou ter visto o fenômeno.
“Era algo fora do comum, mas não fazia nenhum barulho.”
Apesar do grande número de testemunhas, não existem fotografias ou registros oficiais do ocorrido. O episódio, no entanto, foi amplamente noticiado na época, ganhou destaque na televisão e gerou diversas teorias ao longo dos anos. Pessoas que estavam fora do estádio relataram ter visto apenas um clarão e ouvido um zumbido.
Em uma entrevista à TV Morena, em 2008, o ufólogo Ademar Gevaerd relembrou o caso.
“Foi algo surreal. O que temos bem claro é que não estamos sozinhos no universo. E muito menos no nosso próprio planeta.”
Gevaerd foi um dos pesquisadores que investigaram o episódio e faleceu em 2022.
Sem evidências que permitam identificar o que foi observado naquela noite, o chamado “OVNI do Morenão” permanece envolto em mistério e continua na memória de quem assistiu à partida. Para muitos torcedores, o fenômeno se tornou parte da história do futebol sul-mato-grossense, dividindo as atenções com o jogo.
Fonte: g1
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