A coletiva de apresentação contou com a presença da equipe do Pantanal SAF. Além de Ribeiro, o técnico Glauber Caldas e o conselheiro da SAF, Marcos Derzi, estavam presentes. Derzi, por sua vez, é diretor-presidente da Agência Estadual de Meteorologia.
O novo nome, Pantanal, foi escolhido com um grande objetivo: representar Mato Grosso do Sul no cenário do futebol brasileiro nos próximos anos. O Governo do Estado foi representado pelo assessor especial Júlio Brant, que também atua como conselheiro do Vasco da Gama-RJ.
Até o momento, a nova identidade visual, incluindo escudo, cores, uniformes e patrocinadores, ainda não foi revelada. Há forte expectativa de que um investidor seja anunciado em até 10 dias e que os novos símbolos do clube sejam apresentados ainda em novembro.
Gilmar Ribeiro relembrou a trajetória da antiga Portuguesa, que começou como um time amador em 1972. “A gente começou com uma parceria muito sólida com a Liga Terrão. De lá, trouxemos a equipe para o profissional e agora vamos nos modernizar”, comentou.
O técnico e gestor Glauber Caldas teve um papel crucial na transição para a SAF. Ele esclareceu que o novo nome é Associação Futebol Clube Pantanal, responsável pelo Futebol Clube Pantanal SAF, que manterá suas operações em Campo Grande. “A associação é a proprietária dessa nova empresa e está transferindo todos os direitos esportivos para a SAF”, explicou.
Glauber, campeão com a antiga Lusa na Série B de Mato Grosso do Sul, também mencionou que existem tratativas em andamento para a busca de um investidor. O processo de transformação começou há cerca de quatro meses e culminou no anúncio feito nesta segunda-feira (11).
“A associação frequentemente enfrenta dificuldades para justificar e oferecer retorno ao investidor. Com a nova estrutura empresarial, estamos abertos a investidores e agora é a hora de focar na busca por aqueles que queiram se juntar a nós, em busca de lucros a médio e longo prazo”, destacou Glauber.
O presidente da FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul), Estevão Petrallás, expressou entusiasmo com esse novo momento para o futebol do estado e garantiu o apoio da organização. Ele revelou que as cinco primeiras SAFs que solicitarem registro estarão isentas de taxas, cuja quantia atual chega a R$ 120 mil.
Júlio Brant, assessor do governo estadual, enfatizou que o Pantanal SAF representa uma oportunidade singular de investimento. “Mato Grosso do Sul está estrategicamente posicionado no centro da América do Sul, próximo ao Paraguai, Bolívia e Argentina, assim como dos estados de São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás. Essa localização é fundamental para atrair e formar novos atletas, um dos pilares do negócio futebol. Para isso, já afirmo que temos a infraestrutura necessária para desenvolver o futebol aqui”, disse Brant.
Atualmente, Mato Grosso do Sul ocupa a 25ª posição entre as 27 federações de futebol do Brasil. Em 2024, nenhum time avançou para a segunda fase da Copa do Brasil, tampouco brigou pelo acesso à Série C nacional. Costa Rica e Operário foram eliminados na 1ª fase, enquanto o CREC também saiu da Série D na segunda fase.
Mas, afinal, o que é SAF? A Sociedade Anônima do Futebol, ou SAF, é uma nova estrutura empresarial criada pela Lei 14.193/2021, que incentiva clubes a migrarem do modelo de associação civil sem fins lucrativos para uma empresa.
Os clubes podem se transformar em SAF de algumas formas: uma delas é a conversão de uma associação civil em sociedade anônima; outra é criar um CNPJ separado em que os direitos e operações do futebol não estejam mais vinculados à associação.
A diferença principal entre uma associação e uma SAF está em sua estrutura. As associações geralmente são regidas por estatutos, com diretores, sócios e conselhos, enquanto a SAF opera como uma empresa e pode ter sua gestão baseada no dono. Afinal, a SAF pode ter um proprietário, já a associação não.
Essa nova configuração permite a venda parcial ou total do futebol para novos donos, podendo ser empresários, fundos de investimentos, ou até mesmo a abertura de capital na Bolsa de Valores. O Cuiabá foi o pioneiro como a primeira SAF do Brasil, já sendo estruturado como clube-empresa anteriormente.
O Cruzeiro Esporte Clube-MG foi o primeiro a fazer a transição de associação para sociedade anônima, com Ronaldo ‘Fenômeno’ assumindo a propriedade do time em dezembro de 2021. Recentemente, Ronaldo revendeu o clube para o empresário Pedro Lourenço, que possui uma rede de supermercados em Minas Gerais e Espírito Santo. Na Série A, os clubes que também são SAF incluem Botafogo, Bahia, Atlético Mineiro e Fortaleza.
Entrevista coletiva de apresentação do Futebol Clube Pantanal SAF (Foto: Divulgação)
Julio Brant já disputou eleição para presidência do Vasco da Gama (Foto: Gabriel de Matos)
Fonte: Campo Grande News
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