A diretoria do clube deseja que eventuais vendas de jogadores — receitas extraordinárias — sejam obrigatoriamente reinvestidas no futebol. No entanto, Marcos Lamacchia discorda dessa condição.
O Vasco propõe que 100% dos valores obtidos com a venda de atletas sejam utilizados na aquisição de novos jogadores e/ou em melhorias para o elenco, seja para renovar contratos de atletas já presentes ou para aprimorar acordos existentes.
Por outro lado, o grupo de Lamacchia acredita que os recursos devem ser alocados de forma flexível, sem a imposição de um compromisso específico para a compra de novos jogadores.
Apesar do impasse, que envolve poucos, mas significativos pontos do acordo, as conversas entre os representantes do Vasco e de Marcos Lamacchia ocorrem com frequência, quase semanalmente. O interesse é mútuo, mas o investidor ressalta que, se não puder utilizar os recursos provenientes de vendas para seus próprios investimentos, o valor total da negociação — estimado em mais de R$ 2 bilhões, conforme noticiado pelo ge no final de março — poderá ser reduzido.
Pedrinho, do Vasco — Foto: Dikran Sahagian/Vasco
Na última terça-feira, o presidente do Vasco, Pedrinho, e Marcos Lamacchia se reuniram, e o acordo avançou consideravelmente. Os pequenos entraves nos detalhes finais são vistos como normais pelas partes, dada a importância do contrato.
Todos os envolvidos acreditam na possibilidade de se chegar a um consenso em breve. O próximo passo seria a assinatura do memorando de entendimento (MoU), que formalizaria a intenção de ambas as partes na compra da Vasco SAF. Há expectativa de que essa assinatura ocorra ainda em maio, embora o clube adote uma postura cautelosa, evitando estipular prazos. A prioridade é garantir que todas as etapas sejam cumpridas corretamente.
Na negociação, já há um consenso sobre uma série de compromissos de investimentos mínimos estabelecidos para diversas áreas do clube. Isso inclui investimentos em transferências de atletas, na folha de pagamento, na infraestrutura do centro de treinamento, fluxo de caixa, esportes olímpicos (por meio da lei de incentivo), além da totalidade da dívida do clube e da SAF — inicialmente, o novo investidor seguirá o que está previsto no pagamento da recuperação judicial.
O Vasco ainda não se manifestou oficialmente sobre o acordo, mas Pedrinho, em suas últimas aparições públicas, demonstrou confiança na conclusão da transação. O clube acredita que Lamacchia fará investimentos além do mínimo exigido. O acordo de compra abrange 90% da SAF do Vasco.
Empresário Marcos Faria Lamacchia — Foto: Reprodução: Linkedin
A divisão atual das ações da SAF vascaína é a seguinte:
- 30% pertencem ao clube associativo
- 31% pertencem à 777, que os adquiriu em aportes desde 2022
- 39% estão sob a jurisdição do Vasco por determinação judicial, mas estão em discussão na arbitragem.
A expectativa é que os investimentos para a SAF totalizem mais de R$ 2 bilhões:
- Assumir as dívidas atuais do clube
- Continuar o pagamento previsto na Recuperação Judicial
- Realizar obras para modernizar o CT Moacyr Barbosa
- Fazer investimentos mínimos na equipe a cada temporada
Fonte: ge
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