Internamente, a avaliação é de que ainda não se alcançou um equilíbrio no gramado de São Januário. A discussão gira em torno da altura da grama e do efeito direto na velocidade da bola. Em algumas partidas, a grama foi cortada em uma altura maior, o que torna o jogo mais lento, um fator que desagrada a comissão técnica. Em outras ocasiões, os cortes foram considerados “baixos demais”, resultando em irregularidades e uma bola mais viva.
São Januário para Vasco x Athletico — Foto: Matheus Lima/Vasco
A insatisfação com o gramado tem gerado preocupações entre os jogadores, a comissão técnica liderada por Renato Gaúcho e a diretoria, especialmente o presidente Pedrinho. Há até discussões sobre a possibilidade de trocar a empresa responsável pela manutenção.
O tema foi novamente abordado pela diretoria na quarta-feira, após o empate em 2 a 2 contra o Paysandu, que garantiu a classificação do Vasco às oitavas de final da Copa do Brasil. Um exemplo utilizado foi o gol contra de Saldivia, aos 55 segundos do segundo tempo. Embora tenha havido reconhecimento do erro do zagueiro, a avaliação foi de que o gramado prejudicou a ação do jogador, devido ao quique rápido da bola em sua área.
A Greenleaf foi a responsável pela troca completa do gramado de São Januário no final do ano passado, visando resolver problemas de manchas no campo. A empresa utilizou uma nova espécie de grama, a Bermuda Celebration, que já era utilizada no CT Moacyr Barbosa e está presente em diversos estádios da primeira divisão do futebol brasileiro.
A reportagem do ge entrou em contato com Lucas Pedrosa, diretor técnico da Greenleaf, que detalhou o processo de manutenção do gramado nas últimas partidas contra Athletico e Paysandu.
— O gramado é novo. Foi replantado no final de novembro para eliminar as mutações de um gramado muito antigo. É normal que um gramado novo passe por alguns procedimentos até atingir um padrão adequado. Às vezes, precisamos dar um passo atrás para avançar. Nosso objetivo, após o plantio, é o nivelamento e a manutenção de uma boa densidade, proporcionando conforto aos jogadores, com a sensação de um campo mais macio e bem formado. O gramado apresenta um bom enraizamento. Neste ano, durante o verão, fortalecemos sua nutrição, alcançando uma densidade admirável em comparação a muitos outros estádios. Não há áreas expostas ou um gramado “pelado”, que poderia causar lesões. Contudo, o excesso pode gerar irregularidades. Atualmente, a densidade excessiva resulta em um leve “colchão”. O gramado está macio, mas precisamos trabalhar as verticais para eliminar esse excesso, evitando que isso prejudique a jogabilidade. Os cortes são realizados semanalmente, conforme necessário. Estamos fazendo cortes adicionais para controlar o excesso atual.
— A discussão surgiu após o jogo de domingo, quando havia previsão de chuva. Realizamos a manutenção e o corte no dia anterior, para garantir que o gramado estivesse uniforme. Como o gramado cresceu bem, não cortamos no dia do jogo, o que resultou em uma altura maior do que o esperado. Isso é normal, não houve erro. Após isso, no jogo contra o Paysandu, cortamos no dia da partida e não houve reclamações. A percepção de que o gramado estava mais baixo foi apenas uma questão de preparação no dia anterior. Não estamos enfrentando faltas ou excessos na manutenção, estamos trabalhando conforme o desenvolvimento da grama — completou.
Fonte: ge
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