O Vasco obteve um resultado significativo ao derrotar o Paysandu por 2 a 0, no Mangueirão, o que proporciona ao time carioca uma vantagem para o confronto de volta no Rio de Janeiro. Após a partida, o técnico reconheceu as dificuldades apresentadas pela equipe mandante, mas elogiou a performance de seus jogadores e criticou a decisão do árbitro Ramon Abatti Abel, que anulou um terceiro gol do Vasco.
– O Paysandu deu bastante trabalho, principalmente no primeiro tempo. Sabíamos que seria um jogo difícil. Atualmente, não existem vitórias fáceis. É fundamental a entrega e a dedicação, que meu time demonstrou novamente. Conseguimos um resultado complicado, considerando a longa viagem. Fizemos uma boa apresentação, foi suficiente. Obtivemos uma pequena vantagem para o jogo no Rio de Janeiro – declarou o treinador.
Renato Gaúcho orienta | Paysandu x Vasco — Foto: Marcos Junior/AGIF
O primeiro tempo foi desafiador para a equipe de Renato, que enfrentou uma forte marcação do Paysandu, que soube explorar os espaços deixados pela defesa vascaína. Na segunda etapa, o Vasco se reorganizou e rapidamente marcou os dois gols que garantiram a vitória.
Nos acréscimos, o Vasco anotou um terceiro gol em uma boa jogada de Brenner, que encontrou Nuno livre na entrada da área. Contudo, o VAR chamou o árbitro Ramon Abatti Abel, que considerou que houve falta de Brenner em uma disputa com Bispo. Após revisar o lance, Abel optou por anular o gol.
– O gol foi legítimo. O Ramon Abatti teve uma boa atuação. Mas o VAR é complicado. Futebol é um esporte de contato. Não houve nada no lance. Nem o zagueiro deles reclamou. Não estou reclamando, apenas alertando. Fizemos os dois gols, o Paysandu se desesperou um pouco e não aproveitamos mais. Mas é uma boa vantagem.
Este jogo não foi comum para o treinador. Durante o embarque do Rio para Belém, ele recebeu a notícia do falecimento de sua irmã, Iris Portaluppi. Apesar da dor, o técnico decidiu seguir em frente e comandar a equipe na partida. Ao final do jogo, ele comentou sobre a perda.
– É difícil falar em um momento desses, porque é complicado perder um ente querido, especialmente a minha irmã. Eu tinha um carinho muito grande por ela. Quando estava no embarque, recebi a mensagem. De ontem para hoje, não comi quase nada. É normal, é o sentimento. Vim aqui, fiz questão de fazer o jogo. O presidente ofereceu para eu voltar. Quis ficar com o grupo. É difícil, mas acontece com todos. É preciso levantar a cabeça e trabalhar. Que ela possa estar lá em cima, no céu, com meus pais – afirmou.
Veja outras respostas do treinador:
Análise do jogo
– No primeiro tempo, com todo respeito ao Paysandu, deixamos muitos espaços. Quando recuperávamos a bola, procurávamos o jogador do lado ou de trás, não estávamos explorando os espaços. O Paysandu estava marcando quase homem a homem. Pedi para quebrarmos a primeira linha deles, que a partir daí encontraríamos os espaços. Aceleramos a bola, aceleramos o jogo e, em uma jogada inteligente do Rojas, com a cabeçada do Spinelli, pegamos a defesa deles desorganizada.
Atuações dos centroavantes
– Os camisas 9 são muito cobrados no mundo todo. Os torcedores esperam que eles façam gols. O Spinelli aproveitou a oportunidade. Eu faço rodízios e digo a eles para estarem preparados. Ele lutou bastante no jogo, enfrentou os zagueiros adversários. Foi importante. Não dá para escalar sempre a mesma equipe. Estou rodando o grupo, e o grupo está respondendo. Nosso elenco é reduzido, então, é necessário fazer rodízios. Todos estão tendo oportunidades e todos estão percebendo. Não é apenas o treinador. A imprensa está vendo, o torcedor, a diretoria, o presidente. Nesse aspecto, não tenho do que me queixar. O grupo está cumprindo seu papel.
Estratégia para mudar o jogo
– Eu disse a ele para movimentar bastante sempre o lado oposto da rodada, pois sobraria espaço. Ele chuta bem e aproveitou esses espaços, criando jogadas. Dali saiu o gol. Sempre falo para os jogadores buscarem os espaços. Ele desempenhou bem esse papel. A partir daí, começamos a melhorar no segundo tempo.
Apoio da torcida
– Agradeço pelo carinho da torcida vascaína comigo e com todo o grupo. Na partida contra o Remo também. Vejo os dérbis daqui e fico feliz em ver este estádio sempre lotado, com as equipes fazendo muita festa. É importante que as pessoas daqui gostem de futebol. Fazia tempo que não vinha antes do jogo contra o Remo, desde quando jogava. Foi muito bom, agradeço muito.
Fonte: ge
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